Partager l'article ! O jogo ou o prazer da procrastinação: Entrando no Casino do Estoril, depois da surpresa dos jogos de arquitetura e deco ...
Entrando no Casino do Estoril, depois da surpresa dos jogos de arquitetura e decoração, você vai descobrir uma sala cheia de máquinas. Desde Montaigne, o jogo é considerado útil para a saúde e para a vida como entretenimento. A diversão não consiste de se afastar da meta, seduzir Atalante, mas abordá-la com três maçãs[1] de ouro: inteligência, imaginação e alegria. O jogo permite a procrastinação, o tempo passa rápidamente a jogar. Algumas necessidades são adiados para o dia seguinte com consequências por vezes infelizes! Lindâ-Lê considera a poesia, a romance, a ficção, como meios de procrastinar, mas os jogos e jogos de vídeo são também uma boa maneira de passar o tempo? Uma abordagem aos jogos, software, mostra vários passos entre a liberdade e a dependência.
Jogos de vídeo que você pode praticar na Internet, como os jogos grátis Moby Dick, máquinas a dinheiro, jogos de cartas, as vezes, são concebidos por uma pessoa e eles não mudam. Neste caso, eles são uma imagem rigida em que a imaginação não tem papel criativo o so num lugar fechado: são imagens fechadas. Jogar sozinho é relaxante. Ser capaz de jogar em rede não muda coisas, mas faz o "vínculum"[2] uma ligação em latim. A relação ao redor do jogo permite achar da companhia. Os jogadores on-lines em Internet ou em redes compartilham num lugar virtual.
As máquinas a dinheiro nos casinos oferecem uma pequena imagem com um som de jingle. O encantamento do “ritornello” seduziu, não só os jogadores, mas também os músicos e artistas. Gilles Deleuze[3] escreveu sobre o teatro de Samuel Beckett: "A imagem é um pequeno ritornello, visual ou sonoro quando chegou o momento: “a hora requintada…”. Na Watt, os três sapos intercalam as suas canções, cada uma com o seu próprio ritmo, Krak, Krek, Krik. As imagens-ritornellas correm através dos livros de Samuel Beckett ". O conforto, destes mundos cheios de certezas, dissolve as necessidades da vida. O ritornello incita a repetir por novas variantes para fazer melhor. A repeticão, do mesmo gesto, agrada particularmente jogadores digitais. Estes jogos vêm dos simuladores profissionais utilizados na indústria aeroespacial, aviação e outras profissões preocupadas reduzir a probabilidade de acidentes a zero. Nestes jogos as contagens favorecem a repetição. A cada nova tentativa fazem o gesto de novo por uma melhor contagen. O mundo de jogador desmorona-se. Ele perde-se no turbilhão da sua diversão.
A sensação de segurança, ao número finito de possíveis incitam a
envolver
dinheiro, a correr riscos. Quando o jogador explora as várias metamorfoses do jogo. O espaço do jogo torna-se ressegurado. O jogador começa a apostar dinheiro, ignorando os perigos potenciais. A
doença do jogador, que é proibida na entrada um casino, é uma forma grave de procrastinação. De
fato, o sabor do jogo pode perder a pessoa, no senso de perder os papéis que ela face na vida, a liberdade de iniciativa, de suas máscaras múltiplas. A diversão torna-se um pesadelo.
As formas mutantes da arte surrealista renovam as questões tabu da sociedade. No espaço do mito, a batalha entre Madame Mim e Merlim, o mago, permite os excessos da imaginação em metamorfoses divertido e variado. Também, no caso dos desportos coletivos, jogos de xadrez, ou palavras, os jogadores reunem-se em torno de regras que definem um lugar onde o espírito e a imaginação se expressam sem preocupações.
O jogo é bom para a saúde, disse Montaigne, porque ele amava a vida.O entretenimento, diz ele, é um modo de vida com todas as dobras de sua humanidade, sem fugas. É um prazer de viver no molde fechado de imagens, em mais ou menos complicadas regras de um jogo de cartas ou um desporte de equipe. Jogar dinheiro para o casino faz a analogia de possiveis e valores. Um risco mensurável entra no jogo. No lugar do jogo permite o risco de excessos da imaginação, na liberdade da variação. O prazer é acrescido, na condição de permaneçer razoável, claro!
Bibliografia:
1
Montaigne, De la diversion, Essais, Livre III, chapitre IV. Cité in http://www.bribes.org/trismegiste/es3ch04.htm.
2 Gilles Deleuze, Le Pli, Les éditions de minuit, 1988, p. 150.
3 Gilles Deleuze L’épuisé in Samuel Beckett, Quad et autres pièces pour la télévision, Paris : Editions de Minuit, 1992, p. 72.