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6 août 2011 6 06 /08 /août /2011 10:34

Durante os meus cursos do português, nós fizemos o papel de vendedor de caixão. O assunto divertiu-me. Um dos argumentos da vendedora era que o caixão era vermelho.

 

Sendo um seguidor, ocasional, do grande humorista francês Claude Serre, permiti-me, um dia depois, fazer humor negro com as palavras das lições. Era sobre brincos e piercings… . Em resumo, dentro do éforço para avançar na aprendizagem da língua, eu deixo-me ir ao prazer de um humor negro, um humor sem alma, um humor de sombra preocupado com o corpo.

 

Os portugueses dizem « humor negro » e os franceses « humour noir ». « Niger » significa, muito simplesmente, preto em latino. Então, perguntei-me o que humor queria dizer em latino. « Humour » vem de « humor » que quer dizer húmido. A humidade da terra é necessária de modo que o trigo não seque. Em latim diz-se : « Aliud cecidit super petram, et natum aruit, quia non habebat humorem. »[1]. Sem a humidade o trigo morre. O evangelho do semeador diz que uns trigos caiem sobre a pedra, crescem, e secam por falta de humidade. O trigo que cai em cima da pedra faz uma imagem mental. Não é só a metáfora das almas duras, ela é igualmente a metáfora dos almas sem humor, sem emoções.

 

A palavra « humour » provém do inglês humor, ele mesmo vem do francês « humeur », e do latim humor (liquido). Ná origem, a palavra humor teve um sentido unicamente médico. Ná Idade Média, havia uma teoria dita « sobre os humores ». Ela considera que, no homem, havia quatro humores ou fluidos principais, A bílis preta, a bílis amarela, a fleuma e o sangue, que são produzidos por diferentes όrgãos do corpo. O equilíbrio dos humores permitia permanecer em boa saúde. Por exemplo, demasiado fleuma no corpo provocava perturbações pulmonares e o organismo tentava tossir e cuspir para restabelecer o equilíbrio. A harmonia dos humores era reencontrada através de um regime alimentar, dos medicamentos e da sangria.

 

A linguagem corrente conduz a utilizar a palavra humor para evocar emoções. Cada um pensava ainda, no século XIXe, que as perturbações do comportamento ou os temperamentos provinham de certos líquidos que corriam nas veias. Este engano explica a derivação e a mistura que se operam sobre o termo « humor ». A conceção grega da catarse como modo de tratamento terá consequência sobre certas éticas. Este arcaismo médico encontra ecos, a propósito da sexualidade e da dissolução, em Montaigne inspirado por Cícero. Todos vão estar de acordo com a ideia que não é possivel haver sexualidade com todos os typos de corpos[2]. O épicurismo tem os seus limites, que denuncia Sigmund Freud, quando a infância não é respectada. A psicanálise aparece numa Europa angustiada onde reaparecem os movimentos messiânicos libertinos como o sabataísmo[3].

 

Sigmund Freud dá uma má definição da estética por ser completamente independente e libertada de qualquer orientação utilitária das coisas. Felizmente, ele excede esta concepção para ver as tendências do espírito e de qual maneira o espírito serve as coisas[4].

 

O humor negro, como o jogo de espírito, pode ser uma maneira de se defender. É agressivo porque não é privado de crueldade. O humor negro oferece imagens mentais onde cada um se pode reconhercer e bulir.

 

Sigmond Freud diz que o cómico tem a sua localização psíquico no préconsciente[5]. O préconsciente é a relação entre o inconsciente e o consciente. O humor de Claude Serre tem a capacidade de revelar o inconsciente. A profissão médica é geralmente adepta das obras de Claude Serre. Encontra-se nas familias de médicos o livro Humour noir et hommes en blanc[6]. O inconsciente do médico, as suas angústias na frente das suas responsabilidades revela-se nos seus desenhos. Os pacientes podem também apreciar. Este olhar sobre o hospital faz sair certas angústias do inconsciente. É normal ter medos, mas não é facil compartilhá-los. Humour noir et hommes en blanc permite uma consciência coletiva no humor mesmo se é negro. Claude Serre desenhou outros álbuns como L’automobile[7], por exemplo.

 

De acordo com Sigmund Freud, o prazer vem da elevação à idade adulta. « Esta elevação, diz, o adulto poderia bem tirá-lo da comparação de seu eu actual e seu eu infantil. Esta opinão encontra-se, até certo ponto, corroborada pelo papel atribuído ao infantil no processo neurótico do recalcamento. »[8]O infantil não faz necessariamente referência à infância real mas ao personagem psicológico da criança como metáfora na descrição analítica do espírito humano. Sigmund Freud faz talvez um erro quando está a falar de elevação para a idade, como vamos ver adiante. Não podemos dizer que há elevação, mas dialoga entre os papéis que a pessoa dá a ela mesma. Esta igualidade permite evitar a desvalorização do papel da criança numa pessoa.

 

A componente energética presente na ideia de transfêrencia poderia deixar acreditar que Sigmund Freud não se demarcava da antiga teoria dos seus desequilibrios. Mas tudo é diferente com Sigmund Freud, a transfêrencia efectua-se na matéria espiritual e a sua ação tanto quanto na ação do corpo. Simbolização permite escolher e controlar os seus atos. A palavra de espírito ou a imagem mental são atos que simbolizam as angústias e « poupam a energia necessitada pela inibição »[9]destas angustias. E aquilo é particularmente verdadeiro para o humor negro. O prazer do cómico vem da economia do investimento e o prazer do humor vem da economia do sentimento. Fala-se de humor negro porque sobre os assuntos como a morte ou a doença, permitem poupar não somente a energia necessária para a inibição mas a necessária para o sentimento. A riqueza da descoberta de S. Freud referir-se-á simbolização, à transfêrancia da energia afetiva para atos criativos. Uma alma vais ser criativa, pode consolar… se é sensivel, afetiva, atenta, se está pronta para se investir, se ela tem tudo o que faz o « humorem », o amor. A relação bem sucedida em humor não é sem amor. A pessoa é mais sensivel ao humor se é generosa. A ironia é sem amor, Impede a realização no pensamento e no mundo, a mistura alquímica dos sentimentos e da ação.

 

À ironia, falta o humor, a participação da vida. Ó humor pode ser o que range, se não for um meio de exclusão, então se ele for a prova de uma preocupação comum de avançar junto da humilidade e da simplicidade da vida terreste. Este é possivel a uma condição que a simplicidade e a humilidade não sejam uma renúncia mas um compromisso de uns com os outros na sociédade.

 

« Todos os homens não são capazes de resto de adoptar o atitude humorística ; Está lá um dom raro e precioso, e em muito falta até que a facultade para desfrutardo prazer humoristico que nós lhes oferecemos. E finalemente quando o superego tenta, pelo humor, consolar o eu e o proteger do sofrimento, Ele não nega a origem dele a diversão dela da instância parental. »[10]

 

A abordagem de S. Freud não parece distant da obra Arte Poética de Aristóteles, a concepção dele de arte como meio para respeitar o equilíbrio psíquico, o rire como catarses. Mas, poderia ser interessante distinguir várias coisas : que está sem distancia, tirar a vela do inconsciente e a distenciâ tomada com si próprio, o rire e a ironia, a sátira, a comédia e o drama. Estes duplos na arte o na imagens mantais são úteis a o conhecimento dele. Temos de fazer a diferença entre tirar a vela para o saber e revelar. Revelar significa dizer um segredo. Ora, à nossa época o conhecimento não é resevado para alguns. Jà é revelado. Porque não podemos saber quem são estes alguns. É um princípio democrático. A democracia não pode existir sem o conhecimento. Com reservas que sabemos os limites da nossa humanidade e que reconhecíamos o trabalho dos outros.

 

A distância tomada com si mesmo é um tema recurrente do pensamento oriental através da imagem da ave que deixa a pessoa para retornar iniciado a ele no Um.

 

No espelho do amor humano, é possível ver a sua alma. Não se pode esquecer os perigos do amor físico sem pureza, o amor não sagrado, e não virou a Deus. A pergunta é difícil e prefiro deixar a palavra com a poesia. A impureza separa de Deus. Deus poderia dexar a noiva dele se ela não fosse virgem. A noiva pode ser considerada como a alma no pensamento oriental.

 

« Se busco o meu coração, encontro-o no teu quintal,

Se busco a,minha alma, não a vejo a não ser nos cachos do teu cabelo.

Se bebo água, quando estou sedento

Vejo na água o reflexo de teu rosto.

 

Quero fugir a cem léguas da razão,

Quero de presença do bem e do mal me libertar,

Detrás do véu existe tanta beleza : lá está o meu ser ;

Quero enamorar-me de mim mesmo,

Ó vós que não sabeis !

 

Na jardim, há mil bonitas com os rostos lunares.

Há rosas, violetas que cheiram o almíscar,

E esta água que cai gota a gota no riacho,

Tudo é pretexto para meditação… Há só Ele… só Ele. »[11]

 

As passagens pelo mundo sensível, e o céu de Mercúrio, determinam a presença de Deus, a Origem. A humanidade não pode negar um céu para encontrar Deus, ou da sua presença para o mundo sensível, ou da caverna estrelada. Iblis é este que salta céus e cai mais baixo que o último céu.

 

« A condição destes povos muito antigos era ainda a de uma humanidade celestial, que quer dizer que, contemplados todos os objetos possíveis no mundo e à superfície da Terra viam-no certamente, mas pensavam, por eles, as coisas celestiais e divinas… » [12]O engano de Henry Corbin foi de pôr estes povos no passado quando são os contemplativos, os observadores, os namorados, todos os papel, as dobras de cada uma das nossas almas.

 

De acordo com Rumi o mundo sensível e a beleza são uns caminhos para Deus. Como vimos, Deus passa pelo relatório da vida. Mas Sohravardi[13]vai mais longe. Sohravardi escreve que os deficientes, os doentes, as mulheres e as crienças têm muita proximidade com Deus. Há uma importância no respeito pela pureza da infância, da virgindade, do respeito pelo corpo, em resumo pela diferença. O humor é possivel quando a pessoa preservou a sua infância tanto quanto a sua instância parental.

 

A abordagem religiosa não é em oposição com a abordagem cientifica quando Sigmund Freud escreve que sob a influênçia da educação se produzem os recalcamentos enérgicos, desde a infãncia, de certas tendências da sexualidade infantil[14]. Estes recalcamentos são necessários para assumir uma vida adulta de acordo com as vias normais[15]. Os papéis da família, da escola, da educação preparam o papel social.

 

De acordo com a abordagem psicanalítica, é necessário não expôr as crianças a certas imagens do humor negro que são as imagens recalcadas. Isso refere-se igualmente aos adultos na medida em que é feito violencia ao papel da criança. A criança é a metáfora da dobra do espírito para o qual a educação faz obstáculo a certas derivações comportamentais e permite assim ao espírito, libertado da preocupação de reprodução, de orientar-se para vias mais criativas. A criança é então o resultado de um papel moral. Saída do pensamento de S. Freud parece-me interessante inclinar-me sobre a análise transacional. Ela consiste no estudo e na luta contra a deficiência de certas relações no isolamento dos atores da empresa em papéis restritivos. Um destes enclausuramentos é a metáfora da infância que representa, na pessoa ou na relação, a que acantonar-se-áo papel das emoções espontâneas, ou da intuição e da expressão dos sentimentos. Uma demasiado grande generalização destes modelos representa um perigo de esquematização. Da mesma maneira que Kafka denunciava os papeís demasiado marcados do Pai, a nossa época tem necessidade de ver o despeito que ela tem pela infância e o relatório inábil da amoralidade que associa à infância. A análise transacional é muito útil mas é importante saber que não tem conta dos papéis do mendigo, do jogador, do investigador, do sonhador… porque o seu resultado é a dobra do adulto. A análise transacional acompanha, mas não diz claramente qual é a relação entre as componentes da personalidade e tudo o que faz a beleza do ser ao mundo. Quando Sigmund Freud fala de sexualidade infantil ou sexualidade em geral opõe as dobras físicas da sexualidade homem, mulher, criança aos papeís morais que a vida nos dá, mendigo, sonhador, racional, sedutor… . A distenção não é fácil ; Por exemplo, a viúva terá a assumir um papel moral de pai em mais do que de mãe. Isto não é contraditório na medida em que cada um leva nele um « animus » e um « anima », para retomar os termos de Karl Gustav Jung. As pessoas físicas podem tornar-se pessoas morais ou ter papéis morais. A pessoa moral da criança está presente em cada um como direito a uma ingenuidade.

 

A análise transacional serve a pessoa moral[16]da empresa. Na França, a declaração dos dereitos do Homem permite um justo equilíbrio entre a pessoa moral e o indivíduo.

 

Recordemos duas coisas do assunto do humor negro : a necessidade de compartilhar a angústia e a importância das barreiras do recalcamento. Estes dois elementos parecem contraditórios em redor do humor negro. Certas imagens do humor negro funcionam apenas como se fossem consumidas com grande moderação e se a pessoa souber ser preservada dos seus papéis de criança, de parente, de irmão, de irmã e se realmente existir um diálogo entre os diferentes papéis que o indivíduo assume. Para falar de maneira mais geral, certas angústias não se compartilham em todas condições e situações.

 

Esta conclusões poderão parecer de uma grande banalidade como a retoma dos papéis da escola, da família, a importância da arte, do humor. A psicanálise, como toda a Ciência, mesmo nas suas trincheiras mais complexas, nunca desiste-se do bom senso e junta-se às preocupações de parente atento a transmitir as regras da moral.

 

A moralidade não pode ser relativista. A moralidade é todos os princípios, as regras, os valores a que se dá uma sociedade. Estes elementos estabelecem a consciência coletiva e individual da sociedade. Entre a entidade legal da sociedade e a pessoa individual não são necessariamente os mesmos interesses mas não há nenhuma mudança de medida. E quando Deus deu dez ordens a Moisés, Ele passa pela pessoa natural de Moisés. Jesus dá no Novo Testamento, um aspeto de qual é a moral, por via da pessoa natural dele. Ele mostra o compromisso dele para o mundo. A moralidade é a medida não relativista de uma sociedade. A moralidade que está na balança humana, pode evoluir de acordo entre as consciências coletivas, as consciências morais, as consciências individuais. Não se pode confundir divergência de interesses e divergência de medida onde entra em jogo a relatividade.

 

As regras morais não são as mesmas em cada sociedade. Mas há uma parte, não relativista, universal da moralidade onde todos unem os interesses das pessoas particulares e das pessoas morais. A comunidade internacional poderia reconhecer mais claramente os direitos das pessoas morais, da criança, da mulher, e também do homem. A pessoa natural que representa a entidade legal da criança não seria necessariamente uma criança sabendo que cada um tem uma parte de infância que precisa de ser protegido.

 



[1] Padre Antonio Vieira, Sermões, Porto : Lello & irmão-Editores, 1959, volume I, pp 3-38.

[2]Não podemos haver sexualidade com todos os typos de corpos contrariamente a os propósitos de Cícero e de Montaigne. « Conjicito humorem collectum in corpora quoeque » Cicéron, Tusculanes cité in M. de Montaigne Essais III, Gallimard, 2009, p. 79.

[3] Sabbataïsme do nome de Sabbataï Tsevi 1666 um dos mais famosos dos falsos messias.

[4] Les « tendances de l’esprit et de quelle manière l’esprit les sert » S. Freud, Le mot d’esprit et son rapport à l’inconscient, Macintosh, Chicoutimi, 2002, p. 86-87.

[5] « Le comique a sa localisation psychique dans le préconscient » in S. Freud, Le mot d’esprit et son rapport à l’inconscient, (trad. Marie Bonaparte, Dr. M. Nathan) Paris, Gallimard, 1971, (cégep de Chicoutimi) p. 205.

[6] Claude Serre, Humour noir et hommes en blanc, Glenat, 1972.

[7] Claude Serre, L’automobile, Glenat, 1976.

[8]« Cette élévation, dis-je, l’adulte pourrait bien la tirer de la comparaison entre son moi actuel et son moi infantile. Cette opinion se trouve dans une certaine mesure, corroborée par le rôle dévolu à l’infantile dans le processus névrotique du refoulement. » S. Freud, Le mot d’esprit et son rapport à l’inconscient, p. 204.

[9] Les images mentales comme actes « épargnent l’énergie nécessitée par l’inhibition » S. Freud, Le mot d’esprit et son rapport à l’inconscient , p. 211.

[10]« Tous les hommes ne sont pas capables d’ailleurs d’adopter l’attitude humoristique ; c’est là un don rare et précieux, et à beaucoup manque jusqu’à la faculté de juoir du plaisir humoristique qu’on leur offre. Et finalement quand le surmoi s’efforce, par l’humour, à consoler le moi et à le préserver de la souffrance, il ne dément point par là son origine, sa dérivation de l’instance parentale. » S. Freud, le mot d’esprit et son rapport à l’inconscient, p. 211.

[11] Rumi, Odes místicos.

[12]« La condition de ces très anciens peuples était encore celle d’une humanité céleste, ce qui veut dire que, en contemplant tous les objets possibles dans le monde et à la surface de la Terre il les voyait certes, mais il pensait, par eux, les choses célestes et divines…  Henry Corbin, Face de Dieu face de l’homme, Flammarion, 1983, p. 48. Cité in Monique Oblin-Goalou, Le Rhizome sous l’arbre, Le virtuel au-delà des images lumineuses, Lille : ANRT, 2008, p. 93.

[13]Sohrabvardi é o iniciador da sabedoria das luzes, o autor do Kitâb Hikmat al-Ishrâq. Esta sabedoria nasceu da influência do sufismo, e da sabedoria d’Ibn Sina e do conhecimento da antiga sabedoria. O desejo da alma girada para um objetivo luminoso preserva das paixões carnais e da ira.

[14] Sexualidade infantil : O pazer de assumir, na criança, a identidade masculina ou feminina dela.

[15] S. Freud, Cinq leçons sur la psychanalyse, Ed. Payot, 1966, p. 53.

[16] A pessoa moral é representada por pelo menos uma pessoa física como um presidente para o estado. Porque é a pessoa física que permite ser comprometido. Então, o poder dos outros sócios é limitado.

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24 juillet 2011 7 24 /07 /juillet /2011 10:05

Na França, há uma mulher violeta que todos deconsideram e que não tem importância para eles. A mulher violeta não se preocupa com nada. As pessoas sérias associam-na aos tempos livres, e aos feriados, à vida privada. A cor dela é a ultima do arco íris. Contudo, o que vive com a mulher violeta é invejado.

 

A mulher violeta é fragil. Desaparece mais rapidament que os reflexos da água. Persiste nos rios calmos, e nas bacias que escavam as fontes vivas.

 

Milan Kundera escreveu sobre a mulher violeta. É a que renuncia-se à tudo, a que fez falhar a primavera de Praga. Mas a mulher violeta dele não tem moral. Como se o trabalho feito bem justificasse os amores infíeis. A mulher violeta de Milan Kundera tembém centra tudo nela. Como se as mulheras violetas de um casal fossem concorrência. E como se, às vezes, não pudessem fazer uma.

 

A mulher violeta baixa-se de acordo com Simone Weil a filosofa do inicio do século XX°. Contudo, a existência participa com ela do humor, da beleza, da alegria, do encanto, das pequenas coisas da vida, das artes. É o meio sem o qual o pigmento não pode fazer a cor, ser é impossivel. Porque a mulher violeta traz o divertimento necessário para a concentração, o descanso necessário para o trabalho, para dizer tudo, à consciência. da nossa humanidade e da dos outros necessário ao conhecimento na caridade.

 

Faz voar os vestidos das mulheres com o vento. Para a reencontrar, é necessário às vezes retirar-se. Não existe sem a humilidade e a força.

Sabem quem é ? É a ligeireza.

 

Bibliografia : Milan Kundera L’insoutenable légèreté de l’être ; Simone Weil, La pesanteur et la grâce.

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17 juillet 2011 7 17 /07 /juillet /2011 10:47

Entrando no Casino do Estoril, depois da surpresa dos jogos de arquitetura e decoração, você vai descobrir uma sala cheia de máquinas. Desde Montaigne, o jogo é considerado útil para a saúde e para a vida como entretenimento. A diversão não consiste de se afastar da meta, seduzir Atalante, mas abordá-la com três maçãs[1] de ouro: inteligência, imaginação e alegria. O jogo permite a procrastinação, o tempo passa rápidamente a jogar. Algumas necessidades são adiados para o dia seguinte com consequências por vezes infelizes! Lindâ-Lê considera a poesia, a romance, a ficção, como meios de procrastinar, mas os jogos e jogos de vídeo são também uma boa maneira de passar o tempo? Uma abordagem aos jogos, software, mostra vários passos entre a liberdade e a dependência.

Jogos de vídeo que você pode praticar na Internet, como os jogos grátis Moby Dick, máquinas a dinheiro, jogos de cartas, as vezes, são concebidos por uma pessoa e eles não mudam. Neste caso, eles são uma imagem rigida em que a imaginação não tem papel criativo o so num lugar fechado: são imagens fechadas. Jogar sozinho é relaxante. Ser capaz de jogar em rede não muda coisas, mas faz o "vínculum"[2] uma ligação em latim. A relação ao redor do jogo  permite achar da companhia. Os jogadores on-lines em Internet ou em redes compartilham num lugar virtual.

As máquinas a dinheiro nos casinos oferecem uma pequena imagem com um som de jingle. O encantamento do “ritornello” seduziu, não só os jogadores, mas também os músicos e artistas. Gilles Deleuze[3] escreveu sobre o teatro de Samuel Beckett: "A imagem é um pequeno ritornello, visual ou sonoro quando chegou o momento: “a hora requintada…”. Na Watt, os três sapos intercalam as suas canções, cada uma com o seu próprio ritmo, Krak, Krek, Krik. As imagens-ritornellas correm através dos livros de Samuel Beckett ". O conforto, destes mundos cheios de certezas, dissolve as necessidades da vida. O ritornello incita a repetir por novas variantes para fazer melhor. A repeticão, do mesmo gesto, agrada particularmente jogadores digitais. Estes jogos vêm dos simuladores profissionais utilizados na indústria aeroespacial, aviação e outras profissões preocupadas reduzir a probabilidade de acidentes a zero. Nestes jogos as contagens favorecem a repetição. A cada nova tentativa fazem o gesto de novo por uma melhor contagen. O mundo de jogador desmorona-se. Ele perde-se no turbilhão da sua diversão.

 
A sensação de segurança, ao número finito de possíveis incitam a
envolver dinheiro, a correr riscos. Quando o jogador explora as várias metamorfoses do jogo. O espaço do jogo torna-se ressegurado. O jogador começa a apostar dinheiro, ignorando os perigos potenciais. A doença do jogador, que é proibida na entrada um casino, é uma forma grave de procrastinação. De fato, o sabor do jogo pode perder a pessoa, no senso de perder os papéis que ela face na vida, a liberdade de iniciativa, de suas máscaras múltiplas. A diversão torna-se um pesadelo.

As formas mutantes da arte surrealista renovam as questões tabu da sociedade. No espaço do mito, a batalha entre Madame Mim e Merlim, o mago, permite os excessos da imaginação em metamorfoses divertido e variado. Também, no caso dos desportos coletivos, jogos de xadrez, ou palavras, os jogadores reunem-se em torno de regras que definem um lugar onde o espírito e a imaginação se expressam sem preocupações.

O jogo é bom para a saúde, disse Montaigne, porque ele amava a vida.O entretenimento, diz ele, é um modo de vida com todas as dobras de sua humanidade, sem fugas. É um prazer de viver no molde fechado de imagens, em mais ou menos complicadas regras de um jogo de cartas ou um desporte de equipe. Jogar dinheiro para o casino faz a analogia de possiveis e valores. Um risco mensurável entra no jogo. No lugar do jogo permite o risco de excessos da imaginação, na liberdade da variação. O prazer é acrescido, na condição de permaneçer razoável, claro!


Bibliografia:


1 Montaigne, De la diversion, Essais, Livre III, chapitre IV. Cité in http://www.bribes.org/trismegiste/es3ch04.htm.

2 Gilles Deleuze, Le Pli, Les éditions de minuit, 1988, p. 150.

3 Gilles Deleuze L’épuisé in Samuel Beckett, Quad et autres pièces pour la télévision, Paris : Editions de Minuit, 1992, p. 72.



 

 

 

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3 juillet 2011 7 03 /07 /juillet /2011 19:12
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3 juillet 2011 7 03 /07 /juillet /2011 19:03

Eu fiz uma viagem para Amman na Jordânia só por dois dias.

 

O tempo que o nosso avião esperava por nos sobre o aeroporto de Amman com os nossos roupas quentes. Passamós duas noites em Amman no mais bonito hotel da cidade. Os sabões vinham de Alepo e podiamos comprar coral branco do Mar Vermelho.

 

Os Jordanos estavam felizes em receber-nos. Então, conduziram-nos através das grelhas complicadas das fronteiras deles com Israel para ver o monte Nebo onde Moïse viu a terra prometida antes de morrer ; e a bordo do Jordão onde Cristo foi batisado por São João.

 

Solicitei na igreja muito próxima do lugar onde foi baptizado Jesus e onde o Pai e o Espirito Santo se uniram ao filho para assegurar os homens da sua nova presença no mundo. Nesta igreja ortodoxa, uni a minha oração às descrições de Virgil Giorgiu do rito ortodoxo que une o céu e a terra sob as arcas consagradas da assembleia em oração.

 

Eu vi os bairros pobres da cidade, imensos guetos, os campos dos refugiados que fogem desde décadas do orgulhoso Israel.

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30 mai 2011 1 30 /05 /mai /2011 11:12

[51] Henry Corbin, Avicenne et le récit visionnaire, Paris : Verdier, 1999, pp. 329-331 ; pp. 275-298.

[52] Jozefina Szelinska in Bruno Schulz, Œuvres complètes, p.799. Les fiançailles de Bruno Schulz avec Jozefina Szelinska ont duré quatre ans car Bruno Schulz n’obtenait pas sa mutation. Or, renoncer à l’enseignement aurait nuit à la créativité de Bruno Schulz. L’enseignement laisse du temps pour la réflexion afin de préparer les cours.  Cette insatisfaction explique certaines orientations de sa créativité. Les fiançailles, dans le dialogue amoureux, dévoilent les relations de l’âme. Ce n’est pas d’abord le mariage, qui apporte le dialogue spirituel de soi avec notre nature lumineuse, mais les lettres amoureuses, l’enseignement, la recherche de l’autre. Après l’ivresse de se savoir aimé, les fiançailles sont une prise de conscience pour une indépendance affective de l’âme. La recherche de l’aimé crée des relations multiples, et garantie l’ouverture et la plasticité des formes de l’âme. La connaissance de soi ainsi acquise permet d’aborder le mariage en respectant l’autre.

[53] Bruno Schulz. La comète, pp. 361 à 368. On retrouve, chez Goethe, en tout homme, une dynamique comparable à celle de la plante, une identité présente en lui dès sa naissance sous la forme virtuelle. La nature n’est pas génétique mais innée. Elle n’est pas élitiste mais fruit du dévoilement de soi à soi.

[54] Bruno Schulz, La comète, p. 367.

[55] T. Kantor. Le théâtre de la mort, p. 205.

[56] « Puisque vous n’avez pas un regard assez pur pour voir ma beauté sans intermédiaires et sans accompagnements, je vous la montre au moyen de formes et de voiles. Car votre perception de ce qui ne peut être qualifié passe par la forme, afin d’être à la mesure de votre capacité de vision. » Sultân Valad, fils du célèbre Rûmî, cité in François Cheng, Cinq méditations su la beauté, Albin Michel, 2006, p. 110-111. Notons le mot mesure.

[57] Titien, Amour sacré amour profane, 1514, Rome. Villa Borghèse.

[58] Le hassidisme est un mouvement religieux juif fondé en Europe de l’Est au XVIII° siècle. Sans négliger l’étude, l’accent est mis sur la joie de vivre. Les hassidim pratiquent un séparatisme social en ayant leurs magasins et écoles, vivent dans des quartiers séparés, portent des vêtements qui les distinguent. Le dirigeant devient responsable d’une communauté par voie héréditaire. La fidélité des partisans au rebbe est très grande. La fidélité du partisan envers son rebbe fait qu’il devient l’admor (Adoneinu Moreinu Rabeinu qui veut dire notre « Maître, Guide et Rabbin » dans ce qui peut devenir un culte de la personnalité). Les mitnagddim s’opposèrent aux hassidim. Mais, ils ne parvinrent pas à venir à bout du fait que la relation à Dieu dépend plus d’une expérience religieuse immédiate et moins de l’observance des détails de la torah ou du Talmud. Les fidèles d’amour de l’islam oriental et leurs imams ont un lien avec l’admor et ses partisans  dans cette forme de la  mystique.

[59] Bible de Jérusalem, Osée, 10 2.

[60] B. Schulz, Œuvres complètes, pp. 451, 452.

[61] B. Schulz, Ibid, p. 659. La morale, chez Bruno Schulz, est-elle liée à la valeur ? La morale, dans l’œuvre de Simone Weil, est liée au spirituel. Les formes de la morale sont ouvertes et liées à l’indicible (pour l’indicible, Simone Weil utilise le mot hauteur). La valeur n’est pas une forme ouverte car liée à la mesure qui instaure un système. « S’abaisser, c’est monter à l’égard de la pesanteur morale. La pesanteur morale nous fait tomber vers le haut. » (Simone Weil, La pesanteur et la grâce, Paris, Plon, 1988, p.10). Si la valeur est utilisée au sens de courage, elle a un lien avec la morale comme appartenant au cœur qui est croisement des différents lieux de l’âme. Le cœur est le lieu de la relation et serait ainsi le lieu de l’art. La relativité ne remet pas en cause la morale si cette dernière est une forme ouverte sur les plis de l’âme, le pli social autant que spirituel tourné vers Dieu.

[62] B. Schulz, Œuvres complètes, pp. 101-107.

[63] B. Schulz, Œuvres complètes, p. 449. Les mannequins de cire et les mannequins du magasin du père se font concurrence dans l’enfance de B. Schulz.

[64] B. Schulz, Œuvres complètes, p. 445.

[65] Le titre de Bruno Schulz est Le Sanatorium à la clepsydre. Traduire par Le sanatorium au croque-mort est une erreur. Je fais cette constatation au vu de son intérêt pour la relativité qu’il lie à l’enfance et qui constitue pour l’ensemble de son œuvre une thèse. La clepsydre est un instrument de mesure du temps. Le temps est remis en cause par les thèses relativistes et par Bruno Schulz dans le jeu de flou, d’indétermination des rôles du père et du fils dans la nouvelle.

[66] B. Schulz, Œuvres complètes, pp. 151-217.

[67] « Tas de Bourrier » : Expression du poète Simonne Roumeur à propos de ses origines familiales, culturelles et sociales in Monique Oblin-Goalou, Le Rhizome sous l’arbre, ANRT, 2009, pp. 254-264.

[68] « Père s’approcha de moi […] dit sur un ton de douce persuasion : « Au fond, il n’y a que des livres. Le Livre est un mythe auquel nous croyons dans notre jeunesse, mais à mesure que les années passent, on cesse de le prendre au sérieux. » J’avais dès cette époque une opinion différente, je savais que le Livre était un impératif un devoir. Je sentais sur mes épaules le poids d’une grande mission. » » Œuvres complètes, p. 128.

[69] Bruno Schulz, pp. 191-217.

[70] Bruno Schulz termine Le sanatorium à la clepsydre juste après la rupture avec sa fiancée Jozefina Szelinska,  juive convertie au christianisme. Il sent monter l’antisémitisme puisqu’on lui reproche d’avoir fait le rêve de Joseph de la Bible. Il est plus juste de voir dans le printemps une ironie adressée à sa fiancée.

[71] B. Schulz rappelle toutes les démissions d’Isabelle d’Espagne, de Rodolphe d’Autriche, des Tsars, des états policiers russes ou allemands. Il aurait été préférable pour leurs « hauteurs de vue » de ne pas se préoccuper de spatialité et de vêtements qui font peur, mais de tenir au mieux la sagesse et le souci de privilégier l’innocent sur le mauvais.

[72] J. W. von Goethe, Romans, pp. 696-697.

[73] Goethe, Wilhelm Meister, les années d’apprentissage, Romans, Editions Gallimard, 1954, p. 695.

[74] « Que doit-on faire de la réalité méprisante ? » semble dire Gombrowicz. La concurrence des auras, des rayonnements, est dangereuse. Si la femme du docteur prend la bannière de défendre la maternité protectrice et castratrice, elle est libre, sa cause est juste. La question est d’avoir la capacité de voir en même temps la femme du docteur, du point de vue de son intellect et du point de vue de ses jambes. Œuvres complètes p. 666. Au-delà de l’ironie et du coup de griffe à la prétentieuse (qui renie ses rôles multiples et l’aide des autres pour les assumer), Bruno Schulz a conscience de l’unité des plis multiples de l’âme, l’imbrication parfois douloureuse de ces « zones » psychiques. Au-delà de la question de l’attirance physique, Bruno Schulz reconnaît les lieux multiples de l’esprit.

[75] B. Schulz, p. 667. Ces lignes sont une réponse à W. Gombrowicz.

[76] « Toute intervention des adultes tendant non seulement à supprimer totalement la masturbation, mais encore à s’immiscer inutilement dans les imaginations des enfants et leurs projets fabuleux (qui masquent toujours des fantasmes sexuels), pour les passer au crible de la raison, devra prendre le nom d’intervention castratrice. Elle ne pourra qu’augmenter l’angoisse inévitable et normale de l’individu dans ce moment naturellement difficile de son développement. » Françoise Dolto, Psychanalyse et pédiatrie, Ed. du seuil, 1971, p. 89.

[77] Le personnage de la mère castratrice, du Père autoritaire peut-être rapproché de personnages de récits, Avicenne et les personnages d’Absal et Salaman, Platon et l’aurige du mythe de Phèdre, Anne et Patrick Poirier et les quatre colombes de L’âme du voyageur endormi (œuvre citée in Monique Oblin-Goalou, Le rhizome sous l’arbre, Lille : ANRT, 2009, p. 70), Ovide dans les métamorphoses, Goethe les 4 porteurs d’Aurélie lui font défaut, Les récit de Sohravardi (trad. Henry Corbin, L’archange empourpré, Fayard, 1976)… On peut suggérer que la psychologie moderne s’appuie sur la famille pour reconstituer le schème des tensions de l’âme et passe par la sexualité. Par souci scientifique, le vocabulaire serait marqué par un manque d’amour dans l’analyse de la relation, et ferait violence à la famille.

[78] B. Schulz, La nuit de Juillet, Œuvres complètes, p. 219.

[79] B. Schulz, Août, pp. 25-26.

[80] La bourrasque, Ibid, pp. 101-107.

[81] G. Bachelard, Poétique de la rêverie, p. 61.

[82] Henry Corbin écrit : « Et, faute d’une symbolique et d’une angélologie fermement établies sur leur base. On inclinait facilement à concevoir cette Sophia comme une métaphore, comme la personnification d’un attribut Divin. » Ce qui est une erreur. Henry Corbin cité in Monique Oblin-Goalou, Le Rhizome sous l’arbre, ANRT, p. 69. Or, chaque lumière est rayonnante, source, ce qui en fait son unité, son origine. L’espace est ainsi polycentré. L’autre dimension est causalité par rapport à l’origine de chaque lumière. « Les intelligences se multiplient d’elles-mêmes par projection et réfléchissement de leurs lumières ». Henry Corbin, l’Archange empourpré, Fayard, p. 79. Cette double lumière de causalité et de rayonnement fait que Sohrawardi reconnaissait la hiérarchie autant que l’initiative individuelle. Le problème des fidèles d’amour survient lorsqu’ils renoncent à une composante de leur double lumière, quand ils effacent la lumière qui fait leur unité rayonnante pour celle d’un autre (imam, Rabin, prêtre, épouse, dames des fidèles d’amour). Toutes ces personnes sont la lumière causale qui permet l’advenue de la lumière rayonnante. Les deux lumières vivent l’une de l’autre dans des mouvements de va et vient.

[83] Est-ce une façon poétique de dire que, pour le peuple juif, la fin des temps est le temps du non retrait, de la présence de Dieu au monde, de la venue du Messie ?

[84] Bruno Schulz, Œuvres complètes, Paris : Denoël, 2004,  pp. 365-367.

[85] Tadeusz Kantor, p. 259.

[86] Bruno Schulz, Hassidim devant le puits, catalogue Bruno Schulz la république des rêves, Paris, Denoël, 2004, pp. 130-132.

[87] B. Schulz, Vieux juifs dans une rue de la ville catalogue Bruno Schulz la république des rêves,  p. 128.

[88] Charles Szlakmann, Moïse, Paris : Gallimard, 2009,  p. 70,  p. 159.

[89] Selon la tradition du nouveau testament, Marie seule est la mère de Jésus dans sa nature charnelle. Et pourtant, le nouveau testament ne s’intéresse qu’à l’origine de Joseph pour certifier la filiation juive de Jésus.

[90] Le décret de l’Alhambra, connu pour avoir causé l’expulsion des juifs d’Espagne, fut publié le 31 mars 1492 par le roi Ferdinand et la reine Isabelle. Il ordonnait aux juifs d’être séparés des villes et cités pour avoir converti des chrétiens. « […] mauvais Chrétiens qui se sont judaïsés et sont coupables d’apostasie envers notre sainte foi catholique, la plupart étant dues à des communications entre juifs et Chrétiens. » Citation du décret de l’Alhambra. 150 000 à 200 000 juifs fuient en Navarre, au Portugal, en Italie, en Afrique du Nord, en Méditerranée orientale. Je viens de découvrir qu’un livre sort des presses : Shlomo Sand, Comment le peuple juif fut inventé, Fayard, 2009, 446 p. Cette conclusion est partagée par d’autres, par d’autres chemins. Je mets une réserve sur cette référence, n’ayant pas encore lu cet ouvrage.

[91] site internet.

[92] Emil Gorski (ancien élève de Bruno Schulz), cité in Catalogue de l’exposition Bruno Schulz La république des rêves, Paris : Musée du Judaïsme, 1984, p.213.

[93] Gaston Bachelard, La poétique de la rêverie, Paris : P.U.F., p. 61.

[94] Bruno Schulz, Vieux juifs dans une rue de la ville, 1930, catalogue Bruno Schulz la république des rêves, Paris, Denoël, 2004, p. 128.

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30 mai 2011 1 30 /05 /mai /2011 11:07

[1] Michel Gondry, pub AMD Flatzone, Production : Partizan Midi Minuit.

[2] 3D animation. Antoine Arditti, Audrey Delpuech, François-Xavier Lepeintre. Le Faux Pli, 2002.

[3] Tadeusz Kantor, Le Théâtre de la mort, Lausanne : L’Age d’Homme, 2004, pp. 234-236.

[4]Dans la nécessité de vivre au milieu des persécutions, et, en 1935, pour épouser Jozefina Szelinska, Bruno Schulz quitte la communauté juive (les mariages entre communautés n’étaient pas autorisés). Et il le fait savoir.

[5] Dans son enfance il a vécu une expérience mystique qui lui a valu de dessiner.

[6] B. Schulz, Essais critiques, Œuvres complètes, Paris : Editions Denoël, 2004, p. 498.

[7] B. Schulz, p. 498.

[8] Drohobycz (Bruno Schulz écrit le nom de sa ville en polonais) où a vécu Bruno Schulz est actuellement en Ukraine, mais elle fut sous domination de l’Empire austro-hongrois, polonaise ou russe suivant les aléas de l’histoire. L’histoire de Drohobycz est marquée par l’extermination de 15000 juifs durant la deuxième guerre mondiale.

[9] Selon le musée d’art et d’histoire du judaïsme, ces statuettes ne seraient pas de Bruno Schulz.

[10] Bruno Schulz critique Paris, Hôtel « Beau Soleil » in Œuvres complètes, Paris : Ed. Denoël, 2004, p. 504-505.

[11] Bruno Schulz, Œuvres complètes, Paris : Editions Denoël, 2004, pp. 52-54.

[12] Thomas Mann. La Montagne magique, Paris : Le livre de poche Arthème Fayard, 1931, pp. 392,393. Il s’agit de poésie autour d’un examen radiographique. Les rayons dévoilent l’invisible sur les écrans. Bruno Schulz dit son admiration pour T. Mann dans la lettre à Zenon Wasniewski du 7 novembre 1934.

[13] Bruno Schulz. Illustration pour la nouvelle « Le sanatorium au croque-mort », 1926. Catalogue de l’exposition Bruno Schulz, la république des rêves, p. 86.

[14] Bruno Schulz. Œuvres complètes, « Le Sanatorium au croque mort », Paris : Ed Denoël, 2004, p. 280.

[15] Bruno Schulz. Illustration pour « Nemrod », 1933, exposé à Paris au musée d’art juif, Catalogue Bruno Schulz, La république des rêves, 2004. Correspondance avec  le texte Nemrod in Les boutiques de cannelle, Œuvres  complètes, p. 63.

[16] Hassidisme (de Hassidim, mot hébreux : Les pieux) : mouvement  en réaction au judaïsme académique fondé en Europe de l’Est (Biélorussie et Ukraine). Israël ben Elizer (1700-1760) met l’accent sur la célébration, la danse, le chant, la joie, l’affectif, l’enthousiasme et la ferveur, l’amour de Dieu, tout en privilégiant l’étude. Un hassid est homme pieux qui transfigure son existence car la vie juive était sans joie, ni spiritualité. Le rebbe (dirigeant de la communauté) accède à son poste par voie héréditaire. Le hassidisme a tendance à la pratique du culte de la personnalité. En 1648, les massacres cosaques sur les communautés juives d’Ukraine avaient été interprétés comme un chemin de rédemption par les messies Sabbataï Tsevi (juif, d’origine espagnole, né à Smyrne, en Turquie, en 1626) ou le cosaque l’hetman Bohdan Chmielnicki et Jacob Franck (1726-1791). SabbataÏ Tsevi pratique la religion juive cachée sous l’islam et Jacob Franck et ses disciples fondent le frankisme, religion juive, cachée derrière le christianisme. Ce sont à chaque fois des cœurs doubles apparus suite aux persécutions. En connivence avec la Russie tsariste puis le national socialisme, les massacres de 1648 menés par Bohad  Chmielnicki et le frankisme (18ème siècle), les pogroms de 1881-1884, 1903, 1917, (entre 70 000 et 250 000 morts plus de 300 000 orphelins), 39-45 désespèrent les juifs. Les pogroms (terme d’origine russe) se répandent en Europe de l’Est, en Europe de l’ouest, en Asie, en Afrique ! Le frankisme professait que, dans la vision eschatologique, le châtiment et l’expiation sont à la mesure de la taille du salut ! Ils avaient en aversion le Talmud ! Ils ne respectaient pas la pureté familiale ! The Virtual Jewish History Tour Ukraine.

[17] Bruno Schulz, Œuvres complètes, Denoël, p. 117.

[18] B. Schulz, Œuvres complètes, Denoël, p. 141.

[19] Bruno Schulz, Mythification de la réalité, Œuvres complètes, p. 394.

[20] Pablo Picasso, La crucifixion, 1930, Musée National  Picasso, Paris.

[21] Pablo Picasso. La Danse, 1925, Tate Gallery, Londres.

[22] Pablo Picasso, Baigneuse assise, Musée d’art moderne de New-York, 1930.

[23] Bruno Schulz, Œuvres complètes, p. 218-219.

[24] Bruno Schulz, La république des rêves, cité in Catalogue de l’exposition Bruno Schulz « La République des rêves », musée d’art et d’histoire du judaïsme, Paris, Editions Denoël, 2004, p. 8. Œuvres complètes, pp. 343-350.

[25] B. Schulz, Œuvres complètes, pp. 632,633.

[26] Bruno Schulz, lettre à Zenon Wasniewski, le 15 octobre 1934, Œuvres complètes, p .615.

[27] B. Schulz, Œuvres complètes,  p. 656.

[28] Ibid, La république des rêves, pp. 343-350.

[29] Gaston Bachelard, L’eau et les rêves, Librairie José Corti, 1942, p. 126.

[30] Bruno Schulz, Œuvres complètes, Paris : Ed. Denoël, 2004, p.349.

[31] « Le mot « Egypte », en hébreu « mitsraïm », signifie « étroitesse ». Il faut sortir de l’étroitesse de l’enfermement de soi. » Marc-Alain Ouaknin, Philosophie Magazine, La bible des philosophes, p. 47.

[32] Hélène Vuillet, Thomas Mann, Les métamorphoses d’Hermès, Presses Universitaires, Paris-Sorbonne, 2007, Chap. VIII.

[33] Bruno Schulz cité in Tadeusz Kantor, Le Théâtre de la mort, Lausanne : L’Age d’Homme, 2004, p. 236.

[34] Thomas Mann cité in Hélène Vuillet, Les métamorphoses d’Hermès, Presses Universitaires Paris Sorbonne, 2007, chap. VIII.

[35] Bruno Schulz, Œuvres complètes, Paris : Denoël, 1974, pp. 21-28.

[36] B. Schulz cité in Tadeusz Kantor, Le Théâtre de la mort, Lausanne : L’Age d’Homme, 2004, p. 237. Lettre de Bruno Schulz à Stanislaw Ignacy Witkiewicz. B. Schulz, Œuvres complètes, Paris : Denoël, 2004, p. 658. Les boutiques de cannelles sont un exemple de cette réalité.

[37] Bruno Schulz, Œuvres complètes, Paris : Ed. Denoël, 2004, p. 445.

[38] Bruno Schulz, Œuvres complètes, Paris : Ed. Denoël, 2004, p. 447.

[39] Tadeusz Kantor, Le Théâtre de la mort, p. 126.

[40]  Propos inspirés de Bruno Schulz, Œuvres complètes, Paris : Ed. Denoël, 2004, p. 46.

[41] B. Schulz, Œuvres complètes, p. 47.

[42] Ce passage est proche de celui de Simone Weil qui écrit sur le travail : « Il est entendu qu’on s’intéresse exclusivement à ce qu’il a fait, jamais à la manière dont il s’y est pris pour le faire ; par là les joies du travail se trouvent reléguées au rang des impressions informulées, fugitives, disparues aussitôt que nées. », Œuvres, Gallimard, 1999, p. 200.

[43] B. Schulz, Œuvres complètes, p. 47.

[44] B. Schulz, Œuvres complètes, p. 52.

[45] T. Kantor, Le théâtre de la mort, p. 89.

[46] T. Kantor, Le théâtre de la mort, pp. 98-99.

[47] Daniel Berset, La chaise mutilée, 1997, Genève.

[48] T. Kantor, Le théâtre de la mort, p. 240.

[49] P. Picasso, Les demoiselles d’Avignon, MOMA de New-York. Le tableau peint dans une maison close est l’allégorie de la connaissance sans amour. Avant de se lancer dans le cubisme, Picasso fait la critique du rationalisme sans amour.

[50] T. Kantor, Le théâtre de la mort, p. 259.

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30 mai 2011 1 30 /05 /mai /2011 10:24

Les dessins, Hassidim devant le puits[86], ou Vieux juifs dans une rue de la ville[87], rejoignent le jeune homme juif de La rencontre. Le tableau décrit la tradition juive et ses tenues vestimentaires, ses coupes de cheveux. Les juifs sont le peuple qui attend un Dieu issu du peuple juif, qui vivra la loi juive. Dans le monde juif, certains courants considèrent leur religion comme non prosélyte[88]. En effet, le Livre, l’ancien testament, annonce la venue d’un dieu de filiation juive qui vivra la Loi juive. Mais ce désir de non prosélytisme n’est pas bon car issu des persécutions. La filiation du messie est spirituelle pour les juifs, autant que pour les orthodoxes, les catholiques (le nouveau testament ne retrace pas la filiation de la Vierge mais seulement celle de Joseph[89]).  L’attitude, qui découle de la sagesse juive, est la simplicité qui fait du corps vêtu de sombre le témoin, le signe, pour les autres peuples, de l’attente de la présence de Dieu dans la chair. Pour ceux qui croient à la présence du spirituel au monde, et se réjouissent d’une incarnation déjà réalisée, le peuple juif est le témoignage de la vertu et de l’humilité nécessaires à l’accueil de la spiritualité. Cette simplicité, ce retrait sont l’objet de persécutions[90], de mésentente et d’isolement. Le retrait dans la simplicité n’est pas une cachette, une peur de l’autre, mais un témoignage. Le traité de l’Alhambra[91] n’a occasionné que des souffrances, car le peuple juif a continué de croître par conversion, autant que par filiation. Et l’accusation reportée sur les juifs de judaïsation des « mauvais chrétiens », porte en elle-même sa condamnation.

L’ironie est le regard sévère de Bruno Schulz qui dénonce les petitesses de chacun et le manque de fraternité. La ruine du magasin rappelle la situation précaire du monde juif dont les membres durcissent leurs positions. Ce regard sur les sagesses qui s’opposent montre le ridicule de chacun dans sa position face aux persécutions.

Le mystère de Bruno Schulz se termine dans le sommeil. La poésie est une expérience et non une théorie, la rencontre du mythe et du réel. Après avoir mis la poésie dans des rêves, après avoir brisé les rêves, l’impuissance a brisé les esprits et les cœurs. Le peuple juif terrassé par les idéologies et les rêves en citadelles, par le stress et la peur, s’endort une dernière fois avant de mourir. L’écriture de B. Schulz est poésie virtuelle dans un monde apparemment sans virtuel. « La réalité dégradée » de Bruno Schulz est l’informe, un retour à l’origine, un monde dont la  truelle permet de tout reprendre, toujours au rythme de la vie et non des formes rigides de l’idéologie. Le mystère de Bruno Schulz réside aussi dans la perte d’une grande part de son œuvre épistolaire. Il reste à souhaiter que d’autres œuvres, encore oubliées, reviennent témoigner de la contradiction que Bruno Schulz a su apporter à une sombre époque. Le film, la Vie est belle de Bénini, serait-il inspiré par celui qui savait faire fleurir des histoires et des mythes dans un monde desséché ? Emil Gorski témoigne en 1984 : « Sur les peintures murales de la maison du nazi Landau, dans un décor fabuleux de contes de fées, les visages des rois, des chevaliers, des écuyers et des pages avaient tous des traits « non aryens » empruntés à la physionomie des gens que Schulz côtoyait tous les jours dans le ghetto […] Assis sur un trône, ils étaient rois en manteau de zibeline, une couronne sur la tête ; chevaliers en armure, ils montaient de beaux chevaux blancs, une épée à la main, entourés de leurs écuyers ; riches seigneurs, ils voyageaient en carrosse. »[92] Peut-on parler de rêve ou de négativité ? En creux, Bruno Schulz montre l’ignominie. L’expression négative de Bruno Schulz n’est pas un nihilisme, l’absurde, une ironie, mais le mystère d’une confiance en la nature humaine. Quand le quotidien est perdu dans la violence, les personnages mythiques de Bruno Schulz rappellent la grandeur de l’humanité, sa réalité à reconquérir.

 

A Bruno Schulz, nous devons d’avoir reconnu la « réalité dégradée » qui comprend les réflexions sur le mannequin qui peuvent enrichir et accompagner la démarche d’artistes comme Eva et franco Mattes. La série des images de It’s always six o’clock met en scène des petits personnages insignifiants, issus de la culture de la bande dessinée, ce que la culture a de plus pauvre, des jouets sans intérêt. Seroux, à Bruxelles, peint en 2008 Les mannequins dans les vitrines. Les avatars du numérique inspirent les artistes, un peu comme les mannequins publicitaires. Les portraits réalisés par Eva et Franco Mattes reprennent les aplats du numérique. L’image Tête de Mannequin 3, de la playliste de jpcom70, a une nature numérique et fragile, comme un clown triste. L’image montre une tête aux traits issus du canon d’un mannequin et faite d’une matière écaillée. Le travail en trompe l’œil d’une matière virtuelle, et l’expression de ce double disent son appartenance à  l’espace plat de l’écran. La tristesse du Clown d’être un personnage du faux le fait entrer dans la réalité et dans la vie, ce qui le fait sourire. La danse de Myriam Gourfink, dans contraindre, ou celle de Hiroaki Umeda, font jouer le corps avec la machine. Le corps donne vie à la machine qui interprète les mouvements des danseurs. Le jeu de l’analyse du geste met en relief le comment de la danse et de son effort offert aux spectateurs présents sur la scène, proches de la danseuse et de la précision de son geste. La mince réalité de nos écrans a trouvé des liens avec nos rêves, nos mythes, nos désirs de découvrir les liens subtils entre nos gestes et nos pensées.

Les grosses têtes des personnages de Bruno Schulz donnent à la pensée un rôle prépondérant.  Les origines juives de Bruno Schulz éclairent le double : la mimésis est abordée comme « réalité dégradée ». En mettant le double dans le virtuel, Bruno Schulz en fait une enfance. Le virtuel relève de la relativité, de l’influence de l’incommensurable, ou encore de ce qui est inconscient.

Les écrits de Bruno Schulz donnent cette certitude que les persécutions, les souffrances et humiliations physiques et intellectuelles ne changent pas l’âme. La porte charnelle et intellectuelle de Bruno Schulz est douloureuse. Son œuvre érotique en témoigne. La féminité castratrice du corps sans âme, du corps sans tête, de la paternité bafouée, est dénoncée. Bruno Schulz quitte l’Egypte pour retrouver son peuple réuni par les persécutions. Quand la pensée prend corps, les souffles paternels de la matière se dévoilent dans le reflet virtuel des instruments de la maternité. Le mythe est une image qui dévoile les structures de l’âme en respectant son intégrité. L’enfance est possible dans le respect de la paternité de l’âme, comme l’oiseau vit sous l’arbre. Bruno Schulz dénonce la féminité exclusive du matérialisme positiviste. La douleur de sa position dévoile une âme sans crainte. A la suite de Franz Kafka, Bruno Schulz dénonce les rôles trop affirmés. Les pères trop encombrants, bourdonnants (et c’est parfois une autocritique) se transforment en cafards, grosses mouches ou autres insectes à carapace. La dérision n’est pas centrée sur le père, ou la mère, mais sur les risques de l’enfermement dans un rôle, quel qu’il soit. L’enfant de l’âme est celui qui n’a pas encore de rôle. Franz Kafka avait senti venir les dérives autoritaires et son œuvre est un cri. L’œuvre de Bruno Schulz est riche des rôles multiples que sa vie lui a donné d’assumer. Son enfance créatrice, lieu de l’indéterminé, est dans la blessure ouverte par le mépris des citadelles figées de la tradition et de la modernité.

«  Dans l’alchimie, les conjonctions du masculin et du féminin sont complexes. On ne sait jamais bien à quel niveau se font les unions. »[93] La Rencontre est faite d’une double ironie pour critiquer le matérialisme : celle des hassidim et celle des femmes hautaines. L’ironie de la rupture religieuse a lieu dans le cercle de la pensée juive[94], pour montrer les paternités sans amour. L’ironie de la rupture érotique est plus universelle. Les deux ironies sont le lieu de rupture du symbole qui a séparé les juifs entre eux et les juifs des autres peuples. C’est sur ces lignes de brisure que peut se reconstituer la relation alchimique de l’amour pour des relations sororales et amicales. Il reste l’image de la nuit qui n’est jamais ironique chez Bruno Schulz. Ces belles images mentales, sur le thème de la nuit, rappellent aux princes et princesses la nécessité d’écouter leur Reine dont le manteau étoilé guide ceux qui cherchent la sagesse. Le manteau de la nuit étoilée, tantôt protecteur, tantôt oppressant, montre que le père et la mère, l’enfant sont des personnages symboliques de toutes les âmes, comme les princes et les princesses de l’enfance.  Ô, Reine du ciel, maison de Dieu, couvre sous ton manteau tous les enfants de la terre, sous la grotte étoilée, qu’il n’y ait plus jamais de rois ou de reines pour mal considérer certains de leurs sujets !

 

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29 mai 2011 7 29 /05 /mai /2011 15:42

Je publie aujourd’hui L’ironie de Bruno Schulz sur mon BLOG car Je me demande comment faire cesser les atteintes à l’enfance, à la virginité ? Cet article est déjà paru dans le Cahier de poétique numéro 15 (édité à Paris 8). Ce travail correspond à un souci de faire cesser l’opposition entre tradition et modernité, au souci de l’enfance et également à une découverte de la pensée juive. Comment faire pour protéger l’enfance ? Cet article trouvera une autre lumière dans une réflexion encore à paraître dans un prochain Cahier de poétique : Le stade pompier.

 

Sous le masque médiatique de monsieur Strauss-Kahn se cache une question. Doit-on renoncer à l’importance de la diversion et ses masques, et la découverte d’une de ses formes, le divertissement, à cause (Lévitique, Ch18) du libertinage ? A la relecture de mon travail sur Bruno Schulz, il ressort que différentes tendances traversent la pensée juive. Ces tendances sont complémentaires et hélas trop souvent mises en opposition. Les mouvances se dissocient. Elles sont pourtant les plis d’un seul corps : les croyants du judaïsme. L’hassidisme ne néglige pas le chant, la danse, l’étude, l’enthousiasme… mais il est peu fidèle au Talmud et aux préceptes de la Loi stricte sur la pureté familiale, au neuvième commandement de la loi de Moïse inspiré à l’Eglise. Bruno Schulz sait qu’il est bon pour la créativité de se réfugier dans les richesses de l’intelligence, de l’étude,… bref tout ce qui est du grenier. La ligne de la réflexion de Bruno Schulz ne passe pas entre la sexualité et la loi. Elle est présente au milieu de la sexualité, au milieu de la loi, au milieu du travail, au milieu du divertissement, au milieu de la vie. Doit-on reléguer les joies du travail demande la philosophe du début du XX° siècle Simone Weil ? Il n’y a pas d’un côté les artistes et les intellectuels et ceux qui vivent dans le monde, séparés de leurs frères dans la foi, et de l’autre les mitnagddim scrupuleux de l’observation de la Loi, propriétaires de la maison de Dieu. Bien sûr, ces deux tendances sont caricaturales. Mais elles ont l’avantage de démasquer certains comportements pendant la crise des années 30.

 

Il n’est pas question ici de défendre les assassins mais de les rendre à la loi. L’objectif est l’enfance, préserver l’enfance présente dans l’humanité. Peut-on espérer que les fidèles à la Loi rejoignent ceux qui aiment la vie leur évitant des dérives, car le désir de vivre existe dans le respect de la loi ?

 

L’ironie de Bruno Schulz

 

A Claude en mémoire d’une rencontre amicale

 

 

 

Michel Gondry, en 1998, réalise Flat Zone[1], une œuvre publicitaire accessible sur Internet. Les personnages sont plats. Ils se déplacent dans l’espace comme des petits morceaux de papier. Cette caractéristique se retrouve en 2002 dans l’animation courte de François Lepeintre, Antoine Arditi, Audrey Delpuech, Le faux pli[2]. Les personnages animés sont sans consistance, plats comme le dioptre des écrans qui les supportent. Ils se déplacent pourtant dans un espace dessiné en perspective. Le double virtuel serait-il une dégradation ? Le concept de « réalité dégradée » peut-il constituer un lieu favorable à un retour à l’origine grâce au support numérique? Qui met en place la notion de « réalité dégradée » dans l’art ?

 

La « réalité dégradée » apparaît voilà plus de soixante-dix ans avec l’œuvre énigmatique de Bruno Schulz. On la redécouvre, en 2004, grâce à une exposition consacrée à cet artiste, au musée d’art et d’histoire du judaïsme, à Paris. On a parlé d’ironie pour les écrivains du centre de l’Europe précédant la seconde guerre mondiale. L’écrivain et artiste Bruno Schulz appartient-il à cette lignée ironique ? Mais est-on vraiment dans l’ironie quand on sait qu’en 1942, il meurt dans des conditions dramatiques ? Tadeusz Kantor dira de lui qu’il était le peintre de la « réalité dégradée »[3]. Il vit un temps qui précède un génocide. Ses écrits, ses descriptions, ses dessins, forment un témoignage. Des mythes se dessinent dans la réalité familiale. Il regarde ses frères juifs tiraillés entre modernité et tradition se disputer dans le jeu des apparences. Les juifs divisés et attirés par la modernité choisissent d’être agnostiques[4]. La médiocrité ambiante empêche toute relation sororale entre les pensées qui traversent la société. L’œuvre à l’huile, La Rencontre, soulève la question de la relation à l’intérieur des communautés et l’inconséquence de certaines attitudes. Cette analyse sera éclairée par les dessins[5] et les écrits de Bruno Schulz et de certains de ses contemporains comme Tadeusz Kantor, Thomas Mann ou encore ses disputes amicales avec Witold Gombrowicz. Il est fort probable de trouver dans l’érotisme de Bruno Schulz, l’influence de Sacher-Masoch, très célèbre à l’époque. Au sujet de  Léonard Frank, il écrit : « son examen au fond de l’univers du sexe ne dépasse pas l’horizon du boudoir »[6]. Sa critique de Léonard Frank suggère que l’érotisme de Bruno Schulz est « riche du tronc puissant de l’expérience intérieure »[7]. La fragilité dans la défaillance du père, l’amour maternel, les fiançailles, permet des jaillissements poétiques, mythiques et mystiques émergeant des désirs de la chair. Sa recherche se veut différente des lignes trop parfaites du Bauhaus ou des idoles idéales des statues politiques de l’art des états populaires, du constructivisme. Bruno Schulz se rattache à notre humanité et ses fragilités. La voie du sensible ayant déjà été empruntée par les fidèles d’amour du soufisme, certaines de leurs sagesses nous seront nécessaires pour éviter l’éloignement dans les eaux profondes de la sexualité. Comment éviter la question de l’image idolâtre devant les dessins de B. Schulz ? Bruno Schulz choisit le dessin, ou la description, en pleine Ukraine à forte majorité orthodoxe, pratiquant le culte de l’icône. La réflexion s’attarde  dans le thème de l’enfance que Bruno Schulz décrit à la première personne. Les archétypes de la psychologie issue de son expérience professionnelle émergent de sa propre enfance. La famille qu’il décrit se modélise en idoles.

 

L’œuvre de Bruno Schulz traite de deux thèmes récurrents : la mort du père et l’enfance. Le thème de la mort du père trouvera son illustration dramatique dans l’exécution de Bruno Schulz, tué d’une balle dans la tête par un soldat hitlérien. L’ensemble des œuvres à l’huile de Bruno Schulz a été détruit, à l’exception d’un tableau intitulé La Rencontre. Il montre l’opposition entre la modernité et la tradition au travers de deux paysages. A Drohobycz[8], dans la rue Des Crocodiles, du commerce et des plaisirs, deux jeunes femmes à la mode croisent un jeune juif en costume traditionnel dans un paysage biblique. Le jeune homme rencontre, sidéré, les élégantes. Il existe plusieurs dessins préparatoires au tableau dont certains font référence au regard pervers des hommes sur la femme. Ici, Bruno Schulz est le témoin de la séparation entre modernité et tradition. Il en sort une ironie, une amertume, une déception, prémonitoires des atrocités de la deuxième guerre mondiale. Son œuvre écrite, autant que peinte, est un « casse-tête » puzzle, miroir du milieu vicié, irrespirable, dans lequel évolue le professeur attentif à ceux qui l’entourent.

 

Les dessins, de Bruno Schulz, font voir des petits personnages aux grosses têtes. Ces dessins avaient des correspondances avec des petites statues en terre cuite[9], présentées à l’exposition Bruno Schulz la république des rêves. L’ensemble faisait le pendant au concept de mannequin présent dans ses dessins et ses écrits. Les deux jeunes filles de La rencontre sont impersonnelles et comme issues d’un magazine de mode. Dans le tableau, les jeunes filles ne sont pas vulgaires, mais banales, de cette banalité que l’on trouve sous la plume d’Ange Seidler dans Paris, Hôtel « Beau Soleil »[10]. « Le démiurge était amoureux de matériaux solides, compliqués et raffinés : nous donnons nous, la préférence à la camelote. Nous sommes attirés et positivement séduits par la camelote, par tout ce qui est vulgaire et quelconque […] le sens profond de cette faiblesse, de cette passion pour les bouts de papiers coloriés, pour le papier mâché, le vernis, l’étoupe et la sciure ? […] c’est notre amour pour la matière en tant que telle, pour ce qu’elle a de duveteux et de poreux, pour sa consistance mystique. Le démiurge, ce grand maître et artiste, la rend invisible en la faisant disparaître sous le jeu de la vie. Nous, tout au contraire, nous aimons ses dissonances, ses résistances, sa maladresse mal dégrossie […] »[11]. Le drame de la vie se joue à la surface des choses, dans la mobilité du presque rien. Les tensions troublent, un instant, les lieux où l’être est fragile, dans des configurations rythmiques invisibles aux regards lisses de l’officialité.

 

Le thème de la chair et de l’existence dans la chair dégradée donne à l’art du centre de l’Europe des accents dont Bruno Schulz se sert pour ramener l’homme à son humanité. Bruno Schulz admirait Thomas Mann qui célèbre, en 1924, dans La Montagne magique, la victoire du corps sur la volonté, en décrivant un adolescent en bonne santé qui partage avec son cousin malade la vie recluse d’un sanatorium.

 

« Oh ! enchantante beauté organique qui ne se compose ni de peinture à l’huile, ni de pierre, mais de matière vivante et corruptible, pleine du secret fébrile de la vie et de la pourriture ! Regarde la symétrie merveilleuse de l’édifice humain, les épaules et les hanches et les côtes arrangées par paires, et le nombril au milieu dans la mollesse du ventre, et le sexe obscur entre les cuisses ! Regarde les omoplates se remuer sous la peau soyeuse du dos, et l’échine qui descend vers la luxuriance double et fraîche des fesses, et les grandes branches des vases et des nerfs qui passent du tronc aux rameaux par les aisselles, […] Laisse-moi toucher dévotement de ma bouche l’Arteria Femoralis qui bat au fond de la cuisse […] »[12].

 

Dans l’œuvre de Bruno Schulz, au-delà du fatalisme, devant le cheminement inéluctable de ses contemporains, un amour se dégage de l’humanité dégradée. Le regard porté sur le père retourne ce pessimisme. L’émotion gagne et ses deux chemins du spirituel apparaissent. La réalité dégradée et la paternité se concilient. Le cœur se serre devant un fils impuissant au chevet de son père[13]. Un chien aboie l’humanité fragile, difforme, coléreuse[14]. L’autorité meurt au détriment de l’image et de la couleur. Dans les poils de son petit chien, un enfant se console[15].

 

Les acteurs de la paternité meurent en passant par la métamorphose en insecte.  Les dessins de Bruno Schulz montrent les hassidim[16] vides et désœuvrés, minuscules comme des insectes sur les draperies, perdus dans le paysage. Bruno Schulz dénonce des paternités sans amour. « C’était les membres de la Grande Assemblée, hommes majestueux et pleins de componction, qui flattaient leurs longues barbes bien soignées tout en menant une conversation parcimonieuse et fort diplomatique. Mais dans cette conversation cérémonieuse, dans les regards qu’ils échangeaient entre eux apparaissaient aussi les lueurs d’une ironie souriante. »[17] Chacun a une paternité, une responsabilité. L’ironie moqueuse des hassidim discrédite celle de Bruno Schulz : « Réveillez-vous, criais-je, venez à mon secours, je ne peux pas faire face tout seul à cette marée, je ne peux pas embrasser le déluge ! [...] comment pourrais-je à moi seul répondre au million de questions éblouissantes dont Dieu m’inonde ? »[18] La paternité est un aspect de la personne de Bruno Schulz que l’on voit naître et mourir dans des bourdonnements d’insectes, dans la nouvelle Lesboutiques de cannelle.

 

L’importance de la découverte du dessin s’associe à la richesse de la découverte du rêve et de ses images mentales, des dévoilements des désirs inconscients. La force de l’image séduit l’enfant qui se met à dessiner et jouer avec celle qui n’est pas encore interdite. La violence de l’image, l’enfermement qu’elle implique dans un double, la répétition nécessaire à l’apprentissage, sont un retour à l’enfance des régressions. « [Le] tableau lui aussi est un dérivé du verbe, [le tableau est] mythe, histoire, sens […] La réalité est une ombre du mot[19] ». La philosophie comme sagesse est étude créatrice du verbe. Dans l’image, dans l’interdit qu’il s’impose, Bruno Schulz met ses blessures amoureuses et intellectuelles. L’image lui permet de figer la Babylone de son enfance, dominer l’enfermement, pour sortir du matriarcat imposé par la maladie du père, l’ironie des hassidim, l’ironie messianique. Elle est le miroir des pensées inavouées et violentes de son milieu, des images mentales réductrices. Le livre idolâtre, paru en 1920-1921, est un miroir de la laideur au sens de Francisco Goya,  et des œuvres de 1930 de Pablo Picasso La crucifixion[20], La danse[21], Baigneuse assise[22]. Ces trois tableaux reprennent le thème espagnol de la femme « mante religieuse ». La mante religieuse dévore son mâle après l’accouplement. La baigneuse assise a nettement une tête de mante religieuse. Dans La crucifixion, deux personnages suggèrent cette ingestion. Dans La danse, Picasso montre un de ses amis crucifié à côté de sa femme « mante religieuse ». « L’arrivée de cet être minuscule et boudeur avait ramené la vie de toute la maisonnée aux conditions les plus primitives et rétrogradé son évolution sociale jusqu’à l’étape du matriarcat : ambiance de harem nomade avec son bivouac de literie, […] Je passais toutes mes soirées de cet été là au cinéma de notre bourgade que je ne quittais qu’à l’issue de la dernière séance. »[23] Bruno Schulz se réfugie dans la répétition du cinéma, la force des images, la pression de la nuit.

 

La rencontrese déroule dans deux paysages distincts. L’un nous reporte au temps de la Bible et l’autre fait référence à la modernité. La morale ne se trouve ni dans la tradition, ni dans la modernité. Les deux architectures ne se mélangent pas. Comment éviter ces forteresses ? « Nous avons depuis longtemps abandonné nos rêves de forteresse, et voici que, après tant d’années, il se trouve quelqu’un pour y revenir, un homme à l’âme naïve et fidèle qui les a tout naturellement pris au pied de la lettre. Je l’ai vu, je lui ai parlé. Il avait des yeux incroyablement bleus, des yeux qui n’étaient pas faits pour voir, mais pour s’épuiser dans le rêve. »[24] Comment construire sans murs ? Existe-t-il des édifices ouverts aux différents rôles de l’âme ? La verticalité du signe, de la stèle, peut-elle s’allier à l’horizontalité de la relation ?

 

 

 

Bruno Schulz vit les deux aspects de son âme : l’aspect patriarcal et l’aspect maternel. Il a une place dans la société. Son poste est nécessaire : « Je suis arrivé à la conclusion que notre seul refuge est le travail, n’importe quel travail […] un labeur purement mécanique. Sinon la tristesse nous ronge »[25]. A propos de sa créativité artistique et poétique, il écrit : « Ce qu’il faut, c’est travailler de façon continue, […] Car le manque de continuité tue l’inspiration. »[26]  « Alors, de guerre lasse, accablé par la fatalité, il répond avec un tragique abandon aux interrogations de la nuit, tout entier acquis au vaste élément dont nul ne peut échapper» [27]. La réalité dégradée est issue de la décomposition de la forme. Dans le labour du retour à l’enfance (nature encore indifférenciée) vont naître des orientations pour d’autres formes ou pour réinvestir les anciennes formes. « Visité par l’esprit qui était dans l’air, il proclama la république des rêves, territoire souverain de la poésie. »[28] La poésie est-elle un mur ou une machine de guerre pour détruire les murs ? La poésie est-elle une architecture en lien avec les étoiles qui, depuis Galilée, sont de la matière ? La matière des mythes est la même que celle des étoiles. La rationalité des mouvements stellaires ou des sciences se fait le support géométrique des rêves dans l’inadéquation de la vie terrestre aux simplifications théoriques. Selon Gaston Bachelard, « les métiers qui taillent, qui coupent, ne donnent pas sur la matière une instruction assez intime. La projection y reste externe, géométrique. La matière ne peut même pas y jouer le rôle de support des actes. Elle n’est que le résidu des actes, ce que la taille n’a pas retranché. Le sculpteur devant son bloc de marbre est un servant scrupuleux de la cause formelle. Il trouve la forme par élimination de l’informe. Le modeleur devant son bloc d’argile trouve la forme par la déformation, par une végétation rêveuse de l’amorphe. C’est le modeleur qui est le plus près du rêve intime, du rêve végétant. […] ce diptyque très simplifié ne doit pas faire croire que nous séparions effectivement les leçons de la forme et les leçons de la matière ? Le véritable génie les réunit. »[29] L’œuvre de Bruno Schulz ne se soucie que de réunir les deux. Gaston Bachelard écrit que les rêves alchimistes sont les majestés du masculin et du féminin au travail, dans l’œuvre, pour une création cosmique.

 

Bruno Schulz possédait une grande érudition, aussi bien dans le domaine des sciences exactes, que dans celui de la philosophie et de la littérature. Il abordait des faits simples dans un contexte philosophique. Ses élèves témoignent des fables qu’il racontait durant ses cours et de leur ancrage dans la vie de Drohobycz.

 

« Ne sommes nous pas tous des rêveurs, des bâtisseurs, frères du signe de la truelle […] ? »[30] Le rêve permet d’expérimenter et de voir comment fonctionne le monde. Bruno Schulz jouait le possible pour faire vivre les sciences devant les enfants, et le rêve devenait mythe.

 

Le retour à l’enfance est l’étroitesse[31] de la « réalité dégradée » : « Les noces confuses de l’âme et de la matière contées par le mythe évoquent tout à fait l’état de l’enfance. Tout au début l’âme est enfantine, indifférenciée, empêtrée dans la matière. Le petit enfant vit dans l’indifférenciation, ramené à ses fonctions organiques. »[32] Le roman de l’âme est sans fin, selon Carl Gustav Jung. Mais la rencontre avec le Soi est l’ultime rencontre archétypique marquante. En jaillissements efflorescents, l’évolution se fera progressivement vers le Soi déjà entrevu. « Si l’on pouvait […] parvenir par une voix de détour à revivre son enfance, à jouir de sa plénitude sans limites, ce serait réaliser une époque géniale. Mon idéal, c’est arriver à l’enfance. C’est ce qui serait la vraie maturité. »[33] Pourquoi Bruno Schulz cherche-t-il le sans limite de son enfance? L’histoire de Joseph et ses frères, contée par Thomas Mann, fait du rêve conjoint au mythe le sans limite de l’enfance. « En effet, mon Joseph aide lui-même le destin en pastichant, au gré d’une imposture éblouissante et pleine de malice, le mythe de Tammouz-Osiris, ce qui lui permet, aidé de sa beauté, d’inciter les hommes à le prendre assez souvent, et même plus que souvent, pour un dieu »[34]. Le personnage de Joseph, de Thomas Mann, dans une « mythique-typique », modélise l’individuel, incarne le mythe. Et dans cet esprit, Joseph entre dans le divin et le rêve. Bruno Schulz rend mythiques les personnages de son enfance, recréés dans les divinités féminines de son univers transfiguré, dans la lumière éblouissante du mois d’Août[35] avec Adèle, Touia, Tante Agathe. La féminité dominatrice permet la prolifération de la matière en fruits multiples. Août est aussi le mythe de la saison de toutes les proliférations anarchiques de la nature et des mauvaises herbes, des pères insignifiants.

 

L’origine est le pôle d’orientation. Qu’est-ce que l’origine d’un mot avant son étymologie ? La présence au monde se réalise à condition de mettre en œuvre le phénomène d’orientation. La relation que l’homme se donne au monde passe par une modalité, un comment qui détermine une orientation. L’orientation n’est pas une fin mais un comment. Les étoiles ou les points cardinaux, qui découlent de l’observation du soleil, font de la présence au monde un moyen de s’y acclimater, s’y diriger. La présence au monde a son origine dans le corps. Le jour alterne avec la nuit comme deux contrastes qui ne peuvent cohabiter, comme la vie et le spirituel. Luther utilisait cette image pour montrer cette séparation. Tout au plus, au crépuscule ou à l’aurore, le spirituel rejoint-il la vie. L’image de l’aurore boréale apporte quelque chose de nouveau. Les nuits de lumière du Nord, comme les levés ou les couchés de soleil, sont autant d’images des instants où le spirituel rejoint la vie. Mais la nuit de lumière n’a pas de limite. Au cœur même de la nuit, le soleil luit encore. L’orientation n’y est plus alors une alternance mais une cosmologie présente par l’ombre des nécessités du microcosme.

 

T. Kantor donne la définition de la « réalité dégradée » selon Bruno Schulz : « La substance de la réalité de là-bas est à l’état de fermentation permanente, de germination, de vie latente. Il n’y a pas d’objets inanimés, durs, circonscrits dans des limites précises. Tout dépasse celles-ci pour quitter le champ qu’elles circonscrivent. »[36]

 

Ce thème est celui de l’immaturité de Gombrowicz que Bruno Schulz commente et qui vient nourrir ce qu’il appelle l’enfance. L’origine, le lieu de l’informel, de l’indétermination, se trouve dans le corps. « Notre immaturité (et peut-être au fond, notre vitalité) se trouve liée par mille nœuds, enlacée par mille atavismes à ce complexe de formes de second ordre, à cette culture de second choix […] Tandis que sous l’enveloppe des formes mûres et officielles, nous rendons hommage à des valeurs élevées […] notre vie essentielle se déroule à la sauvette, sans sanctions supérieures, dans cette sphère familiale crasseuse, et l’énergie émotionnelle qu’elle contient est cent fois plus puissante que celle dont dispose la maigre couche de l’officialité. »[37]

 

L’immaturité de Gombrowicz est le domaine de la honte, de l’imperfection et d’ « idéologies en loques[38] », de la défectuosité. Et pourtant, dans la nuit du corps, de la honte, de la médiocrité familiale, des désirs, brillent une Lumière, une magie, une paternité qui ne brillent pas dans les formes rigides de l’officialité.

 

Selon Tadeusz Kantor, la forme est en crise, ce qui donne plus de place à la réalité. « […] « crise de la forme », c'est-à-dire de cette valeur de qui exige que l’œuvre d’art soit le résultat suprême des activités de l’artiste, telles que formation, construction, pétrissage de la forme, application d’une emprunte. […] Cette crise de la forme et de sa fonction isolante a provoqué et facilité l’intrusion, dans l’œuvre d’art, de la réalité. »[39]

 

La perte de fond est au profit de la matière et de la forme. Pour Socrate, les idées sont des formes et elles bougent dans les fluctuations de la matière et de sa lumière. Platon serait-il la vertu de Socrate, sa maternité, le mannequin silencieux à tête noire qui regarde les ouvrières[40] ? L’ombre serait une maternité toujours insatisfaite, une distance, un virtuel, lieu de tout les possibles. L’ombre devient un signe d’une présence  au monde à découvrir.

 

« Leur âme et la prompte magie de leurs mains n’étaient pas dans ces tristes robes […] mais dans ces centaines de coupons, dans ces déchets légers dont elles auraient pu saupoudrer la ville en un tourbillon de neige colorée »[41].

 

Les ouvrières travaillent le vêtement pour lui donner les formes rigides et  conventionnelles du mannequin noir. Les coupons et les chutes de tissu, l’agitation des ouvrières témoignent de leur participation à la vie. Les chutes de tissu pourraient être les confettis pour fêter une nuit mystique[42]. La forme officielle de la robe implique le travail nécessaire pour atteindre l’universel de la forme noire du mannequin. Le virtuel se situe dans la tension entre l’ombre universelle du mannequin, du gabarit, et le désir des ouvrières. La mystique, la présence, la fusion avec la nuit mystique sont dans la performance des ouvrières, les confettis des petits bouts de tissu qu’elles piétinent. « Le moloch était inexorable – comme seuls peuvent l’être les molochs féminins – et les renvoyait sans cesse à leur travail. »[43] Quand le « comment » est méprisé, piétiné, il en sort une amertume des difficultés dans la camaraderie, selon Simone Weil.

 

Un jaillissement multiple naît de la répétition imposée par l’autorité du modèle. Plus de forme, moins de fond ! Moins d’ambition consiste alors à rêver d’un monde de mannequins, de beautés banales. Contre le démiurge, le père rêve : « S’il s’agit d’êtres humains, nous leur donnerons par exemple une moitié de visage, une jambe, une main, celle qui sera nécessaire pour leur rôle. Ce serait pur pédantisme de se préoccuper du second élément s’il n’est pas destiné à entrer en jeu. »[44] La coupe l’emporte sur le modelage.

 

Mais à cette réplique, les jeunes ouvrières se révoltent. Elles dressent leur pied charmant et chaussé brillant, remettent leur bas de soie devant le visage du père qui s’incline, dominé par l’apparence et le brillant du serpent. L’allusion au théâtre de Kantor est à peine voilée. Le théâtre zéro est décrit comme ayant peu d’existence. Il est « si réduit et misérable que les acteurs doivent se battre pour s’y maintenir »[45]. L’allusion est faite aussi à la Bible, à Moïse qui dresse un serpent, une idole, devant le peuple juif affolé par la soif, les fièvres du désert, l’apprentissage de la liberté et de l’indépendance de l’âme. La fragilité de la forme incertaine, l’attente de l’enfant encore sans visage, est l’autorité matriarcale de Schulz. « Moins de fond plus de forme », il semble que nous entendions Bruno Schulz, patriarcal, incitant ses élèves à s’exprimer, à ne pas se perdre dans la grande richesse de leur réalité ! La matière porte alors la trace de ce geste, de cette humanité fragile, menacée, persécutée.

 

Dans Le Fou et la nonne[46], les acteurs se débattent et déclinent devant l’abondance des chaises. Les chaises envahissent la scène jusqu’à les inciter à jouer en sourdine. Ils en arrivent à jouer rapidement leur rôle pour pouvoir transmettre dans le peu de temps qui leur reste. La transmission est un souci du père. Les spectateurs sont la réalité du théâtre. La séparation a été supprimée entre la réalité des spectateurs et le jeu des acteurs. La chaise est symbole de féminité, de maternité. La mère de Dieu est associée à la Chaise-Dieu ou maison de Dieu. La chaise au pied brisé[47], place des Nations à Genève, est un objet de lutte contre les mines antipersonnelles qui mutilent le corps des enfants. En Belgique, au programme des écoles, les enfants décorent leurs chaises. La chaise est le support de l’étude et de la pensée, de la réflexion. Elle est aussi un outil de la rencontre et d’étude. Cette action est peut-être suggestive de l’effort demandé à chacun pour bien se présenter, sans trop de fioritures, ni de décalage avec la mode et la pensée des autres. Se vêtir demande une attention à son entourage et ses conventions. Mais aussi, la façon de se vêtir témoigne de certains engagements sociaux. La multiplication des chaises de Tadeusz Cantor suggère que le corps a tout envahi. La matière devient la seule préoccupation, au détriment de la pensée. Les instruments  de la pensée et du possible, l’imagination, l’éducation et la formation ne servent plus que des réalités sous lunaires.

 

 

 

L’enfance est l’obligation de répéter, mais avec cette incapacité réelle à reproduire. Les répétitions de l’enfance ont la maladresse de laisser passer la lumière de l’originalité. Le regard naïf de l’enfance, peu soucieux des normes, des mesures conventionnelles, propose des correspondances avec la réalité large des plis de la vie. Tadeusz Kantor voit dans l’art une ombre. « L’apparition du Mannequin concorde avec ma conviction […] que la vie ne se laisse exprimer dans l’art que par l’absence de vie, par référence à la mort. »[48] La répétition parfaite est une mort.

 

On retrouve ce thème chez Bruno Schulz. La relation sadomasochiste que suggèrent les dessins du Livre idolâtre est une avancée dans les eaux profondes de la mort. L’analyse sans amour de la relation, de la création, est le thème des Demoiselles d’Avignon[49]. Picasso leur met le masque de la mort et des corps, aux formes du cubisme analytique, qui flirtent avec la disparition dans l’abstraction. On retrouve le thème de la mort dans Le sanatorium au croque-mort, avec la disparition progressive du père, ses transformations en insectes et ses renaissances. « Un rituel placé, semble-t-il, de l’autre côté de la vie, dans une relation de connivence avec la mort, disons-le ouvertement et clairement : cet obscur procédé qu’est la REPETITION est une protestation et un défi. On pourra maintenant ajouter facilement qu’il est le noyau de l’art ! »[50] Le soufisme fait de la relation amoureuse un moyen de voir le reflet de Dieu dans l’âme de la jeune fille. Le dialogue amoureux entre l’homme et la femme est comme celui des oiseaux qui se chantent leur amour. Cette prise de conscience de l’importance du dialogue amoureux, grâce à l’amour courtois, permet de trouver en soi la personne lumineuse. L’âme lumineuse est celle qui dialogue avec Dieu. La sagesse du soufisme respecte les quatre dimensions de l’intellect : Agent, patient, pratique et actif de chaque âme[51]. Le bonheur d’aimer et d’être aimé, les jeux de la séduction avant l’amour ne comblent pas l’âme, ils la remplissent de désir après le premier ravissement. Les désirs  trouvent alors satisfaction dans l’amour de Dieu. La relation à sa femme est le symbole et le prolongement de l’unité promise en Dieu. La sagesse reconnaît l’importance de ne pas aliéner, soit l’âme pratique, soit l’âme mystique de l’homme ou de la femme. « Bruno vivait dans le monde de sa création, sur les sommets de l’art ; moi je n’avais rien. »[52]

 

La répétition, l’imitation, la tradition échappent à la mode et permettent à l’embryon de naître, de grandir et déployer les architectures encore virtuelles de sa nature[53]. « La tête baissée, plus riche d’une désillusion, nous revenions à nos occupations quotidiennes. On pliait en hâte les perspectives cosmiques, la vie retombait dans son ornière. »[54] Peut-on se lasser des rêves cosmiques et de la contemplation de la nature ? Dans les formes rationnelles du cosmique, pourquoi ne pas se retrouver au-delà de tous les fanatismes dans une relation sororale, pour des floraisons toujours différentes ? « Les frères Janicki, jumeaux se ressemblant comme deux gouttes d’eau, deux hassidim fanatiques et fantastiques, habillés d’une lévite noire, liés par une longue planche dans une housse noire dans La Poule d’eau. »[55] Essayons de vivre le costume, non comme le rejet de l’autre ou de soi, le désir de cacher sa spiritualité, une tradition rigide. Le vêtement n’est pas un souci de faire de la mystique, la prière, la confiance en Dieu, des cachés, une nécessité de non partage. Essayons de vivre le costume comme un signe[56]. Essayons de vivre l’art présent dans le rituel sacré, comme le vêtement de l’amour sacré, une tradition vivante[57].

 

Le tableau La rencontre présente deux mondes qui ne se mélangent pas et se méprisent. D’un côté, les docteurs de la loi juive, les hassidim[58] dont la mystique est tournée vers l’exaltation des émotions religieuses, la danse, le chant, la joie de vivre, le culte de la personnalité du rabbin ; de l’autre la femme soucieuse de son indépendance, la rue des crocodiles, lieu de dérives. Dans La rencontre, chaque personnage a un cœur double[59]. Le jeune hassid regarde les femmes avec convoitise, et l’une des jeunes filles regarde avec inquiétude les origines perdues.

 

Gombrowicz voit le virtuel dans l’immaturité. Ces mouvements de la forme le retiennent et le passionnent. Gombowicz nous invite à un tribunal de la création pour retrouver un discours vrai sur l’art, celui de son origine dans la réalité. Selon Bruno Schulz, le premier et le second rangs n’existent pas. Ce pessimisme de Gombrowicz sépare l’art officiel, réduit l’enfance exprimée dans Ferdydurke. L’enfance trouve, chez Bruno Schulz, une place dans la relation permanente des origines et de l’actuel. Dans Le livre, l’officialité de la Bible vient se conjoindre aux soucis des désirs du quotidien. La couleur des images publicitaires, les petites préoccupations du quotidien, les premières découvertes du rapport au monde dans l’enfance orientent la démarche poétique de Bruno Schulz. Les témoignages du Livre, avec ses images, dévoilent les pulsions et constituent le comment du rapport au monde. Tout le microcosme se conjoint à l’officialité pour s’en faire l’origine, le comment de la psychologie populaire. L’enfant réclame le livre de la prose quotidienne.

 

« Ce maître de la relativité et ce sectateur du concret qu’est Gombrowicz ne devrait pas user de tels cloisonnements (« de second rang ») […] dans la langue conventionnelle, populaire. […] Ferdydurke se voit privé de toutes ses perspectives illimitées, de ses significations multiples, de son expansion métaphorique, toutes choses qui donnent aux idées de Gombrowicz leur valeur de microcosme… »[60]

 

Le microcosme est ce qui rattache Gombrowicz à la relativité. Le microcosme est tout ce qui concerne le corps, le sensible, les petites choses pour vivre, dont on a pas forcément conscience, le second rang. Bruno Schulz reproche l’usage de l’idée de second rang à Gombrowicz. Pourtant, il utilise le mot valeur. En sciences, la relativité s’accommode mal de la « valeur » qui, elle, relève d’une échelle, d’une mesure. Bruno Schulz se défie pourtant du mot valeur. « Mais l’art opère dans des profondeurs antérieures à la morale, dans une zone où la valeur se trouve encore in statu nascendi. »[61] Il n’y a pas de valeur dans l’art, car il n’y a pas de mesure. La description de La bourrasque[62] est rendue possible par la mise en jeu de la relativité. La violence de la tempête fait sortir le monde extérieur de la mesure de l’intérieur. Et le grenier se déforme entre les deux mondes séparés par les vents. Le mythe serait une déformation entre deux mondes. La relativité ne met pas à égalité, mais fait entrer dans la science ce qui est immesurable, indicible, non-localisable. La relativité est vécue, en Occident, comme une crise. On ne peut plus mesurer ce que l’on connaît et, à la limite, la machine se décrit au lieu de décrire l’observé. Pourtant, la relativité  permet, depuis A. Einstein, de penser et de décrire, dans les sciences, l’incommensurable avec le commensurable. Naît alors une science de la relation. Mais, cette connaissance n’est pourtant pas nouvelle ? L’art ou la poésie ont toujours été les formes ouvertes sur le virtuel et l’incommensurable. Ou inversement, les territoires de l’âme se cachent dans les mythes de la vie. La poésie est ouverte aux multiples sensations inconscientes, à des formes de la vie, immesurables et invisibles, encore inconnues, dans un temps différent, virtuelles. Gombrowicz montre que « quand nous ne sommes pas mûrs – mais de pauvres types, des minables se débattant dans les bas-fonds du concret pour tenter de nous exprimer – et que c’est à notre bassesse que nous avons affaire, nous sommes bien plus près de la vérité que lorsque nous sommes nobles, sublimes, murs et définitifs. »[63] Cette approche très radicale de la réalité dégradée est sans mythe. Dans la nuit de l’inconnu, Bruno Schulz saura puiser dans la décomposition du quotidien pour faire jaillir le mythe. Il partage avec Gombrowicz le souci de dénoncer les comportements poussés par l’éducation, les modèles idéaux de la société, les jeux de rôles comme la paternité ou des maternités caricaturales d’un désir d’adéquation au mythe de leur origine divine.[64] Les mannequins de cire et les mannequins des vitrines du magasin du père se font concurrence dans l’enfance de Bruno Schulz. Le chapitre du Sanatorium à la clepsydre[65] intitulé Printemps[66] fait vivre l’atmosphère poussiéreuse du musée de cire. L’harmonium grinçant de l’histoire montre les reliques dérisoires des gloires passées dans lesquelles on a relégué les princes rêveurs. Les personnages de cire sont les héros du « bourrier »[67] inconscient, sur lequel Bruno Schulz rêvait enfant. La réalité et le rêve ne s’opposent pas[68]. La collection de timbres de son enfance tournait autour du Prince Rodolphe. L’identification au Prince Rodolphe[69] se termine dans la déconvenue, la prise de conscience de la démission des princes envers leurs sujets. Bruno Schulz reste prisonnier au côté de son peuple pour avoir fait le rêve du Joseph de la Bible. Attention, pas d’erreur, il n’y a pas ici de vision prémonitoire, mais une sagesse. Bruno Schulz réutilise les rêves archétypiques de l’enfance pour s’adresser à sa fiancée qui le quitte après une tentative de suicide[70]. Il lui dédicace l’œuvre où ce passage sonne comme un reproche. La réalité dégradée est le dévoilement de l’ironie de J. W. von Goethe. Ce dernier donne l’avantage à la distinction sur la noblesse[71], et fait mourir Aurélie[72] audacieuse mais orgueilleuse. Il en découle que le pli de la noblesse ne pouvait se joindre à la distinction ! Aurélie ne se contrôle pas quand Serlo  lui reproche de ne pas jouer son rôle de princesse avec dignité. « […] Ne faire pour les autres, ni trop ni trop peu, ne paraître troublé par rien, ému de rien, ne jamais se hâter, savoir se maîtriser en toutes circonstances et garder ainsi l’équilibre à l’extérieur, quelle que soit la tempête qui s’agite au-dedans. L’être noble peut se laisser aller par moments, l’être distingué jamais. Celui-ci est comme un homme très bien vêtu : il ne s’appuiera nulle part et chacun se gardera de le frôler »[73] La question se situe autour des mots noblesse et distinction. Il serait faux de prendre le mot noblesse au sens de noblesse de nom. L’héritage spirituel de la famille, le cœur, l’intelligence sont des lieux de pensée qui font miroirs pour guider l’action. Et sur la psychologie, Bruno Schulz répond à Gombrowicz : « Je n’aime pas beaucoup les simplifications, mais tant que la psychologie n’aura pas élucidé cette question[74], je proposerai de nous en tenir à l’explication suivante : notre sexualité, avec l’aura idéologique qui l’entoure, appartient à une autre étape de l’évolution que notre intellect. D’une façon générale, j’estime que notre psychisme ne constitue pas un bloc uniforme, que le degré d’évolution de chaque zone est variable : les antinomies et les contradictions de l’esprit humain s’expliquent donc par la coexistence et l’interpénétration de systèmes multiples. C’est aussi la raison pour laquelle notre pensée peut suivre des chemins si divergents. »[75] La psychologie est une part du rêve issu des fantasmes. Françoise Dolto l’écrit[76]. Dénonce-t-elle avec raison les méfaits de l’intervention castratrice[77]? Cette dernière, pourtant, incite l’enfance de Bruno Schulz à trouver refuge dans la rationalité plastique du grenier mal éclairé, déformé par la bourrasque, ou dans l’avenir offert par l’étude, le dessin, le cinéma[78]. « Les récriminations féminines », « l’omnipotence féminine »[79] pèsent et réduisent les rêves et les projets au ridicule, poussant l’enfant hors de la famille. Dans la trop grande lumière de la cuisine, les oncles, père et cousins fuient dans des consolations, à l’ombre d’autres dominations[80]. Françoise Dolto conseille à l’adulte de se désintéresser de l’autoérotisme de l’enfant et de l’encourager à des activités utiles et ludiques, ouvertes sur le groupe social, la culture et, le sport.

 

Les contes ont une connotation sexuelle, mais aussi sociale, dans l’œuvre de Bruno Schulz. Ils manifestent le désir d’intégration au groupe, l’espérance d’être reconnu. « Reine et Roi sont des souverains sans dynastie. Ils sont deux puissances conjointes, sans réalité si on les isole. Le Roi et la Reine des alchimistes sont l’Animus et l’Anima du Monde, figures agrandies de l’animus et de l’anima de l’alchimiste songeur. Et ces principes sont tout proches dans le monde comme ils sont proches en nous. »[81] Essayons d’aller plus loin.  Il ne s’agit pas ici de métaphore[82] mais de symbolique au sens alchimique du terme. La psychologie individuelle constitue la matière pour constituer « l’Animus et l’Anima du Monde » et passant par l’animus et l’anima personnels. Les princes et princesses ne sont pas des métaphores. L’animus et l’anima sont les conditions nécessaires à la cohésion du groupe social. Animus et Anima prennent forme dans l’Eglise ou les églises, les patriarcats, les rabbins, l’imam, toute action concertée quand animus et anima se rapportent à l’individu et s’expriment sous protectorat de l’ange. Les anges ou Dieu veillent à chaque lieu où l’alchimie de la fusion de l‘anima ou de l’animus se réalise dans la sagesse.

 

Refuser l’intelligence et ses plis multiples porte atteinte à l’enfance et donne une image mentale étrange à Bruno Schulz. Une comète passe et menace de fin du monde[83]. En observant la comète, apparaît « une préparation du cerveau, qui laissait voir sa structure dans toute sa complexité. […] il put même lire les lettres à peine visibles des inscriptions qui le parcouraient en tous les sens. […] Sous les circonvolutions de la matière grise, sous la fine granulation des infiltrations, père vit en transparence les contours d’un fœtus, dans la position caractéristique la tête en bas, ses petits poings serrés contre le visage, rêvant son doux  rêve dans l’eau claire de l’amnios. […] Déjà nos cœurs suivaient la mode, laissant à l’arrière l’astre superbe.»[84]

 

Ne restons pas enfermés dans le jardin du macroscopique. « L’ILLUSION place la réalité sur une orbite différente. Les poètes diraient : sur l’orbite de la poésie. Peut-être s’agit-il d’un espace différent, autre ? Et d’un temps absolu, qui n’a rien à voir avec le nôtre.  Peut-être que la poésie est le signe de cet autre monde, qui tourne sur une orbite différente, au-delà des murs de notre chambre ? Ce DEPLACEMENT se fait à partir d’une méthode spéciale qui semble inspirée du monde de l’enfance : à travers la REPETITION. »[85]

 

Les dessins, Hassidim devant le puits[86] [...]

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29 mai 2011 7 29 /05 /mai /2011 15:31

Durant mes cours de portugais, nous nous sommes entrainés à la vente de cercueil. Le sujet m’a amusée. Un des arguments de la pseudo vendeuse était que le tombeau soit rouge. J’y trouvais un plaisir particulier sachant que ma voiture est rouge. Or, nous savons tous que notre probabilité de mourir en voiture est non négligeable. Il était pour moi indéniable d’être en présence d’humour noir.

Je suis une adepte occasionnelle (certains de ses dessins pouvant choquer et n’étant pas visibles de tous, notamment des enfants), du célèbre humoriste français Claude Serre. Je me suis permis, quelques jours après, de refaire de l’humour noir à partir du vocabulaire proposé dans une des leçons. Il s’agissait de boucles d’oreilles, de piercings… . Bref, devant l’ampleur de l’effort à fournir pour avancer dans l’apprentissage de la langue, je me suis laissé aller au plaisir d’un humour sans âme, un humour noir, un humour d’ombre soucieux du corps.

 

Les Portugais disent « humor negro » et les Français, humour noir. « Niger » signifie tout simplement noir en latin. Les Français disent donc la même chose que les Portugais. Alors je me suis demandée ce que humour voulait dire en latin. Humour vient de « humor » qui veut dire humide. L’humidité de la terre est nécessaire pour que la semence ne sèche pas. L’évangile du semeur dit que certaines semences tombent sur la pierre poussent et se dessèchent. En latin, cela se dit « Aliud cecidit super petram, et natum aruit, quia non habebat humorem. »[1]. Sans humidité la graine meurt. Les graines qui tombent sur la pierre sont des images. Elles ne sont pas seulement la métaphore des âmes dures, elles sont aussi la métaphore des âmes sans humeur, sans émotion.

 

Le mot humour provient de l'anglais humor, lui-même vient du français « humeur ». et, du latin humor (liquide). A l’origine, le mot humeur avait un sens uniquement médical. Au Moyen-âge il existait une théorie dite des « humeurs ». Elle considérait que, chez l’homme se trouvait quatre humeurs, ou fluides principaux, la bile noire « bilis nigra », la bile jaune, le flegme et le sang, qui étaient produits par différents organes du corps. L’équilibre des humeurs permettait de rester en bonne santé. Trop de flegme dans le corps, par exemple, provoquait des troubles pulmonaires et l'organisme tentait de tousser et de cracher le flegme pour rétablir l’équilibre. L’harmonie des humeurs était retrouvée par un régime alimentaire ou des médicaments et par la saignée.

 

Le langage courant conduit à utiliser le mot humeur pour évoquer des émotions. Chacun pensait encore au XIXesiècle que les troubles du comportement ou les tempéraments provenaient de certains fluides coulant dans les veines, d’où la dérive et l’amalgame qui se sont opérés sur le terme. La conception grecque de la catharsis comme mode de soin aura des conséquences sur certaines éthiques. Cet archaïsme médical trouve des échos, à propos de sexualité et libertinage, chez Montaigne inspiré par Lucrèce. La sexualité sur n’importe quel corps pose un grave problème et tous en conviendront. L’épicurisme à ses limites, que dénonce Sigmund Freud, quand l’enfance n’est pas respectée. La psychanalyse apparaît dans une Europe angoissée où renaissent les mouvements messianiques libertins comme le sabbataïsme[2].

 

Sigmund Freud donne une mauvaise définition de l’esthétique. Celle d’être complètement indépendante et dégagée de toute orientation utilitaire des choses. Heureusement, il dépasse cette conception pour voir les « tendances de l’esprit et de quelle manière l’esprit les sert »[3].

 

L’humour noir, comme le jeu d’esprit, peut-être une façon de se défendre. Il est agressif car non dénué de cruauté. L’humour noir est celui qui offre des images mentales où chacun peu se reconnaître et frémir.

« Le comique a sa localisation psychique dans le préconscient. »[4]L’humour de Claude Serre a la capacité de dévoiler l’inconscient. La profession médicale est généralement adepte des œuvres de Claude Serre. On trouve dans les familles de médecins le livre Humour noir et hommes en blanc[5]. L’inconscient du médecin, ses angoisses devant ses responsabilités se dévoilent dans ces dessins. Les malades peuvent aussi apprécier. Ce regard sur l’hôpital fait sortir certaines angoisses de l’inconscient. Il est normal d’avoir des peurs, mais il n’est pas facile de les partager. Humour noir et hommes en blanc permet une conscience collective dans l’humour même s’il est noir. Claude Serre a dessiné d’autres albums comme l’Automobile[6], par exemple.

 

Selon Sigmund Freud, le plaisir vient de l’élévation à l’âge adulte. « Cette élévation, dis-je, l’adulte pourrait bien la tirer de la comparaison entre son moi actuel et son moi infantile. Cette opinion se trouve, dans une certaine mesure, corroborée par le rôle dévolu à l’infantile dans le processus névrotique du refoulement. »[7]L’enfant ne fait pas forcément référence à l’enfance réelle mais au personnage psychologique de l’enfant comme métaphore dans la description analytique de l’esprit humain. S. Freud fait peut-être une erreur en parlant d’élévation pour l’âge adulte comme nous le verrons plus loin. Selon moi, il n’y a pas élévation mais dialogue entre les rôles que la personne se donne. Cette égalité permet d’éviter la dévalorisation du rôle de l’enfant.

 

La composante énergétique présente dans l’idée de transfert pourrait laisser croire que Sigmund Freud ne se démarque pas de l’ancienne théorie des humeurs et de leurs déséquilibres. Il n’en est rien car, avec Sigmund Freud, les choses se décident dans l’esprit et non dans le corps. La symbolisation permet de choisir et contrôler ses actes. Le mot d’esprit ou l’image mentale, dans le cas de Claude Serre, sont des actes qui symbolisent les angoisses et « épargnent l’énergie nécessitée par l’inhibition »[8] de ces angoisses. Et cela est particulièrement vrai pour l’humour noir. Le plaisir du comique vient de l’économie de l’investissement et le plaisir de l’humour vient de l’économie de sentiment. On parle d’humour noir car sur des sujets comme la mort, la maladie, il permet d’économiser non seulement l’énergie nécessaire à l’inhibition mais celle nécessaire au sentiment. La richesse de la découverte de S. Freud concerne la symbolisation, le transfert de l’énergie affective vers des actes créatifs. Une âme sera créative, consolatrice… si elle est sensible, affective, attentive, prête à s’investir, si elle a tout ce qui fait « l’humorem ».

 

Comme regard à distance, l’humour relève du comique. Si l’interlocuteur manque d’humour, il pourra se vexer. La relation réussie dans l’humour n’est pas dénuée d’amour.

« Tous les hommes ne sont pas capables d’ailleurs d’adopter l’attitude humoristique ; c’est là un don rare et précieux, et à beaucoup manque jusqu’à la faculté de jouir du plaisir humoristique qu’on leur offre. Et finalement quand le surmoi s’efforce, par l’humour, à consoler le moi et à le préserver de la souffrance, il ne dément point par là son origine, sa dérivation de l’instance parentale. »[9]

L’approche de S. Freud ne semble pas loin de la Poétique d’Aristote, sa conception de l’art comme moyen de respecter l’équilibre psychique, le rire comme catharsis. Mais, il pourrait être intéressant de distinguer plusieurs choses : le dévoilement de l’inconscient et la distance prise avec soi même, le rire et l’ironie dans l’humour, la satire et le drame. Ces doubles dans l’art sont des images mentales utiles à la connaissance de soi.

 

La distance prise avec soi même est un thème récurrent de la pensée orientale au travers de l’image de l’oiseau qui quitte la personne pour revenir initié dans l’Un.

 

On ne peut nier le danger du loup de l’amour physique sans pureté, non sacré et non tourné vers Dieu. La question est difficile et je préfère laisser la parole à la poésie. C’est-à dire que l’impureté sépare de Dieu. Dieu pourrait quitter sa fiancée si elle n’est pas vierge. La fiancée peut être regardée comme l’âme dans la pensée orientale. Car dans le miroir de l’amour humain, il est possible de voir son âme.

 

« O Seigneur des seigneurs des secrets !

O toi Soleil, et Soleil des lumières !

Par amour de ta beauté, les beautés, telles des astres,

Dansent comme la voute tournante du ciel.

Quand Ta bonté accomplit un prodige,

L’intelligence demeure paralysée devant toi.

Ton feu fait jaillir la source de vie,

O mon ami ! Quel est le meilleur de cette eau, de ce feu ?

Ce feu a fait s’épanouir des roseraies

Et ces roseraies ont fait surgir des univers d’âmes,

De ces fleurs qui deviennent à chaque instant plus fraîches,

Non pas de ces fleurs depuis longtemps fanées.

Nul ne peut cacher l’amour qu’il a pour Lui

Bien que nous ne soyons pas dignes de Son amour pour nous.

La séparation d’avec Lui est une caverne pleine de feux ;

Etrange chose ! Sortirai-je un jour de cette caverne ?

Si tu le nies, des voiles s’étendent ;

Ne te livre pas à la négation au sujet du Bien-aimé.

Joseph revêtirait l’apparence d’un loup,

Si l’hostilité tendait un voile d’aveuglement.

De l’âme de l’homme naît la jalousie :

Sois un ange, et confie le royaume à Adam.

L’aliment de l’âme charnelle ce sont des graines de malignité :

Quand tu les sèmes, elles repoussent inéluctablement.

L’intelligence lucide ignore le goût de l’ivresse.

Le loup ne peut engendrer la grâce du visage de Joseph,

Le paon ne peut pondre des œufs de serpent.

L’âme charnelle a ravi toutes ces vies,

Telle un voleur adroit, et te fait miroiter des lendemains :

Or, toute ta vie consiste en aujourd’hui, non en un autre jour. »[10]

 

J’ai un amour plus pur qu’une eau limpide

Et le jeu de cet amour pour moi est licite

 

Je sens dans l’herbe l’odeur de tes lèvres.

Je vois dans le jasmin et les tulipes, tes couleurs.

 

Au jardin, il y a mille belles aux visages lunaires.

Il y a des roses, des violettes qui sentent le musc,

Et cette eau qui tombe à goutte dans le ruisseau,

Tout est prétexte à méditation… il n’y a que Lui… que Lui. »

 

Selon Rûmi le monde sensible est un chemin vers Dieu. Dieu n’exclut pas tout rapport à la vie. Mais Sohrawardi[11]va plus loin. Sohrawardi compte les handicapés, les malades, les femmes et l’enfance comme autant de proximités avec Dieu… Il en sort une importance dans le respect de la pureté de l’enfance, de la virginité, le respect du corps et de la différence.

 

L’humour est possible quand la personne s’est préservée dans ce qui fait son enfance, autant que dans son instance parentale.

 

L’approche religieuse n’est pas en opposition avec l’approche scientifique quand Sigmund Freud écrit que sous l’influence de l’éducation se produisent des refoulements énergiques dés l’enfance de certaines tendances de la sexualité infantile[12]. Ces refoulements sont nécessaires pour assumer une vie adulte selon des voies normales[13]. Les rôles de la famille, de l’école, par l’éducation, préparent au rôle social.

 

Selon l’approche psychanalytique, il est donc nécessaire de ne pas exposer les enfants à certaines images de l’humour noir qui sont l’image dévoilée de craintes refoulées. Cette mise en garde concerne également les adultes dans la mesure où il est fait violence au rôle de l’enfant. L’enfant est la métaphore du pli de l’esprit pour lequel l’éducation fait obstacle à certaines dérives comportementales et permet ainsi à l’esprit, libéré du souci de reproduction, de s’orienter vers des voies plus créatives. L’enfant est alors principalement le résultat d’un rôle moral. Issue de la pensée de S. Freud, il me semble intéressant de se pencher sur l’analyse transactionnelle. Elle consiste en l’étude et la lutte contre la déficience de certaines relations dans l’enfermement des acteurs de l’entreprise dans des rôles restrictifs. Un de ces enfermements est la métaphore de l’enfance qui représente chez l’individu ou dans la relation celui que l’on cantonnera au rôle des émotions spontanées, celui de l’intuition et de l’expression des sentiments. Une trop grande généralisation de ces modèles présente un danger de schématisme. Tout comme Kafka dénonçait les rôles trop marqués du Père, notre époque a besoin de voir le mépris qu’elle porte à l’enfance et le rapport maladroit de l’amoralité qu’elle associe à l’enfance. L’analyse transactionnelle est très utile mais il est important de savoir qu’elle ne tient pas compte des rôles du mendiant, du joueur, du chercheur, du rêveur… et des rôles en général car son aboutissement et l’unique pli de l’adulte. L’analyse met en garde, mais ne précise pas assez nettement la différence entre les composantes de la personnalité, tout ce qui fait la beauté de l’être au monde. Ne pourrait-on pas dire que quand Sigmund Freud parle de sexualité infantile ou de sexualité en général, il oppose les plis physiques de la sexualité homme femme et enfant aux rôles morals que la vie nous donne, mendiant, rêveur, rationnel, séducteur... . La distinction n’est pas facile car la veuve, par exemple aura à assumer un rôle moral de père en plus de celui de la mère. Cela n’est pas contradictoire dans la mesure où chacun porte en lui un animus autant qu’un anima pour reprendre les termes de Karl Gustave Jung. Les personnes physiques peuvent devenir personnes morales ou rôles morals. La personne morale de l’enfant est présente en chacun comme droit à une naïveté.

L’analyse transactionnelle sert la personne morale[14]de l’entreprise. En France, la déclaration des droits de l’homme permet un juste équilibre entre la personne morale et l’individu.

 

Nous retiendrons deux choses au sujet de l’humour noir : la nécessité de partager l’angoisse et l’importance des barrières du refoulé. Ces deux éléments semblent contradictoires autour de l’humour noir.

 

Certaines images de l’humour noir ne fonctionnent que si elles sont consommées avec grande modération et si la personne a su préserver ses rôles d’enfant, de parent, de frère, de sœur et si réellement il existe un dialogue entre les différents rôles que l’individu assume. Pour parler de façon plus générale, certaines angoisses ne se partagent pas dans n’importe quelles conditions et situations. (Dans le cas de l’enfant malade le partage peut se faire avec des personnes soucieuses des autres et ce n’est pas forcément la famille. Pour prendre un exemple assez simple, la famille ne peut pas forcément assumer seule les crises d’angoisses qui précèdent la mort).

Les images de l’humour noir heureusement ne sont pas toujours violentes. Elles sont alors fédératrices autour de la conscience des limites de notre humanité, de l’acceptation de la nature humaine.

 

Ces conclusions pourront sembler d’une grande banalité comme la reprise des rôles de l’école, de la famille, l’importance de l’art, de l’humour. La psychanalyse, comme toute science, même dans ses retranchements les plus complexes ne se départit jamais du bon sens et rejoint les soucis de n’importe quel parent attentif à transmettre les règles de la morale.

 

La morale ne peut pas être dite relativiste. La morale est l’ensemble des principes, des règles, des valeurs que se donne une société. Ces éléments constituent la conscience collective et individuelle de la société. Entre la personne morale de la société et la personne individuelle les intérêts ne sont pas forcément les mêmes mais il n’y a pas changement d’échelle de valeur. Et quand Dieu donne les dix commandements à Moïse, il passe par la personne physique de Moïse. Jésus donne le Nouveau Testament, dont un aspect est moral, en passant par Sa personne physique. Il manifeste son engagement au monde. La morale est la mesure non relativiste d’une société. La morale étant à l’échelle humaine, elle peut évoluer au travers d’accords entre les consciences collectives, les consciences morales, les consciences individuelles. Il ne faut pas confondre divergence d’intérêts et divergence de mesure où entre en jeu la relativité.

 

Les règles de la morale ne seront pas les mêmes dans chaque société. Mais, il ya une dimension (donc non relativiste) universelle de la morale où se rejoignent, pour tous, les intérêts des personnes particulières autant que morales. La communauté internationale pourrait reconnaître plus clairement les droits des personnes morales, de l’enfant et de la femme, ainsi que de l’homme. La personne physique représentant la personne morale de l’enfant ne serait pas forcément un enfant sachant que chacun porte en lui une part d’enfance à préserver.



[1] Padre Antonio Vieira, Sermões, Porto : Lello & irmão-Editores, 1959, volume I, pp 3-38.

[2]  Sabbataïsme du nom de Sabbataï Tsevi 1666 un des plus célèbres faux messies.

[3] S. Freud, Le mot d’esprit et son rapport à l’inconscient, Macintosh, Chicoutimi, 2002, p. 86-87.

[4] S. Freud, Le mot d’esprit et son rapport à l’inconscient, p. 205.

[5] Claude Serre, Humour noir et hommes en blanc, Glenat, 1972.

[6] Claude Serre, L’Automobile, Glenat, 1976.

[7] S. Freud, Le mot d’esprit et son rapport à l’inconscient, p. 204.

[8] S. Freud, Le mot d’esprit et son rapport à l’inconscient, p. 205 n. 102.

[9] S. Freud, Le mot d’esprit et son rapport à l’inconscient, p. 211.

[10] Rûmi, Odes mystiques.

[11] Sohrawardi est l’initiateur de la sagesse des lumières, l’auteur Kitâb Hikmat al-Ishrâq. Cette sagesse est née de l’influence du soufisme, de la sagesse d’Avicenne et de la connaissance des anciennes sagesses. Le désir de l’âme tournée vers un but lumineux préserve des passions charnelles et du courroux.

[12] Sexualité infantile : Le plaisir d’assumer, chez l’enfant, son identité masculine ou féminine.

[13] S. Freud, Cinq leçons sur la psychanalyse, Ed. Payot, 1966, p. 53.

[14] La personne morale est représentée par au moins une personne physique comme un Président pour l’Etat. Car c’est la personne physique qui permet l’engagement. Le pouvoir des autres membres est alors circonscrit.

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